segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sábado, 20 de fevereiro de 2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
FÁBULA 04
EM NOME DA FAUNA E DA FLORA
PRÓLOGO
A floresta estava em silêncio. Até parecia que todos os animais haviam morrido ou feito o “pacto do silêncio”. Apenas o barulho suave das árvores podia ser ouvido por quem por acaso ali chegasse.
Nas estradas encravadas naquele mundo verde, os animais transitavam em passos lentos em respeito à ordem que lhes fora dada. Eles deviam evitar o mínimo barulho. Mas ninguém sabia o porquê de tudo aquilo. Apenas rendiam obediência ao seu “rei”.
Qualquer ser humano que por ali passasse, certamente ficaria perplexo com a capacidade daqueles seres viventes, em manter uma disciplina jamais vista na face da Terra. Era algo admirável que o homem jamais conseguiria por em prática, graças a sua incapacidade moral.
Eles, os animais, estavam proporcionando um momento ímpar para nos mostrar que é possível ser educado, disciplinado e ético, bastando, para isso, deixar de ser homem.
Mas! Deixar de ser homem! Você está louco! – perguntaria o querido leitor. – Sim! É isso mesmo! Deixar de ser homem e se transformar num coelho, por exemplo, ou num beija-flor!
Bem! Deixemos de suposições e partamos para a estória que pretendo contar. Aliás, trata-se de uma fábula que fará com que façamos uma reflexão e, quem sabe, queiramos ter um comportamento normal!
PRÓLOGO
A floresta estava em silêncio. Até parecia que todos os animais haviam morrido ou feito o “pacto do silêncio”. Apenas o barulho suave das árvores podia ser ouvido por quem por acaso ali chegasse.
Nas estradas encravadas naquele mundo verde, os animais transitavam em passos lentos em respeito à ordem que lhes fora dada. Eles deviam evitar o mínimo barulho. Mas ninguém sabia o porquê de tudo aquilo. Apenas rendiam obediência ao seu “rei”.
Qualquer ser humano que por ali passasse, certamente ficaria perplexo com a capacidade daqueles seres viventes, em manter uma disciplina jamais vista na face da Terra. Era algo admirável que o homem jamais conseguiria por em prática, graças a sua incapacidade moral.
Eles, os animais, estavam proporcionando um momento ímpar para nos mostrar que é possível ser educado, disciplinado e ético, bastando, para isso, deixar de ser homem.
Mas! Deixar de ser homem! Você está louco! – perguntaria o querido leitor. – Sim! É isso mesmo! Deixar de ser homem e se transformar num coelho, por exemplo, ou num beija-flor!
Bem! Deixemos de suposições e partamos para a estória que pretendo contar. Aliás, trata-se de uma fábula que fará com que façamos uma reflexão e, quem sabe, queiramos ter um comportamento normal!
PARTE 01
O Leão chamou em seu gabinete o macaco, seu Secretário particular e mandou que convocasse todos os animais para uma sessão extraordinária no salão de grandes negócios. Sendo rápido e tendo trânsito livre por toda a floresta, foi muito fácil para o mensageiro do “rei” cumprir a missão em poucos minutos.
Um a um os animais foram chegando para o curioso encontro. Na porta e sempre Cortez, o “rei” cumprimentava a cada um. Fazia um leve sorriso e indicava o lugar onde cada animal deveria ficar. Não havia questionamento.
A mesa era gigante. Ao seu redor e sob a presidência do “rei” Leão, estavam os que faziam parte daquele Conselho Animal. Eles estariam discutindo um dos assuntos mais importantes de toda a sua história. A expectativa era geral.
Notava-se a presença de representantes de cada família. Ali estavam o tigre, a onça, o elefante, a girafa, a serpente, o hipopótamo, o jacaré, a hiena, e os demais que integravam as famílias ali residentes. Ao lado do “rei” Leão, o urso se concentrava no livro de Atas para não deixar escapar os mínimos detalhes.
Ao tucano coube a incumbência de distribuir entre os presentes um bloco e uma caneta para as devidas anotações, em caso de necessidade. A preguiça que chegou dez minutos atrasada, foi advertida pela mesa e se desculpou afirmando que um dos filhos amanhecera com uma certa indisposição.
O “rei” Leão iniciou a reunião chamando a atenção de todos para o assunto que estava na pauta dos trabalhos:
- Bem, senhores! O objetivo maior deste encontro é para comunicar-lhes de que em breves dias uma comitiva de seres conhecidos como homens estarão invadindo nossa floresta, com a perversa intenção de devastar o que temos de mais belo: as nossas árvores.
O hipopótamo quis saber como o fato chegou ao conhecimento do “rei”. Ao que ele respondeu, dirigindo o olhar para o interlocutor:
- Senhor Hipopótamo, a informação nos foi trazida pelo Sr. Cachorro, que vive na casa de um desses irracionais, mas que deu seu grito de independência e não mais aceitou ser o seu vigilante em troca de comida e de uma simples casa sem o mínimo de conforto.
Naquele momento, o presidente dos trabalhos pediu que o Sr. Cachorro desse a informação com mais detalhes. Este se levantou e iniciou o relato sob os olhares perplexos dos presentes.
- Bem, senhores! Estava eu chegando em casa, depois de acompanhar uma irracional senhora ao seu passeio diário, quando ouvi a conversa do irracional dono da casa com outro irracional que não consegui identificar. Afinal, eu não sou um cão policial!
Depois de dizer que a conversa girava em torno de uma viagem expedicionária pela floresta, com o propósito de derrubar algumas árvores que seriam comercializadas com uns compradores irracionais do exterior, o Sr. Cachorro precisou que a expedição estaria saindo da cidade em quinze dias.
O “rei” Leão, depois do relato do amigo, prosseguiu:
- Meus amigos e autênticos preservadores da floresta, como seres racionais que somos, jamais poderemos permitir que esses destruidores irresponsáveis ponham em “xeque-mate” a nossa principal riqueza. Precisamos agir imediatamente, porém com bastante prudência para que não cheguemos ao ponto em que eles chegaram. Não podemos e nem devem os nos misturar a esses irracionais, pois somos seres responsáveis e incapazes de depredar a natureza!
O Sr. Papagaio, que se mantivera calado, levantou uma das asas, pedindo a palavra que lhe fora concedida de imediato pelo “rei” Leão.
- Devemos aproveitar esta oportunidade para elaborar um manifesto e enviá-lo ao presidente dos irracionais, exteriorizando a nossa revolta diante da maneira como eles nos tratam, uma vez que eles se acostumaram a nos tratar como “animais irracionais”!
Aproveitando a ocasião, o Sr. Gavião pediu um “aparte” o que foi concedido pelo colega Papagaio.
- Senhor “rei” , caro amigo Papagaio, diletos colegas aqui presentes! Como sabemos, os irracionais que se autodenominam de seres humanos, são um péssimo exemplo para o Planeta Terra. São eles os responsáveis pelos crimes mais perversos que ceifam vidas inocentes. São eles os patrocinadores das corrupções, dos sequestros, dos assaltos à mão armada, dos altos índices de violência e de outros tantos fatos deprimentes. Por tudo isso, não podemos permitir sua presença em nosso habitat!
Houve um momento de muitos aplausos. Na sequência, o “rei” Leão fez referências às palavras do amigo Gavião, tecendo grandes elogios pela segurança como o fato foi abordado. Em seguida, deu continuidade ao seu discurso:
- Meus amigos racionais! Este é um momento importante para todos nós, os únicos neste Planeta que ainda preservamos uma integridade moral inabalável e jamais imitada. Esses seres irracionais que costumam promover guerras e destruir cidades levando-as ao caos e ao desespero, não podem, em hipótese alguma, pisar o nosso solo com a maldita intenção de destruir o que o Criador construiu com tanta sabedoria.
O Sr. Jacaré pediu a palavra para, a exemplo dos demais e em nome da família, tecer comentário sobre o assunto. Depois de receber a vênia do “rei” , falou:
- Senhor “rei” , meus diletos amigos! Tomei ciência que, recentemente, esses irracionais incompetentes absolveram um grupo de facínoras que colocaram na lama o nome do Congresso dos Irracionais. Foi um péssimo exemplo para este mundo tantas vezes defendido pelos nossos ancestrais, inclusive meus primos Dinossauros que, diga-se de passagem, destruídos pelos irracionais do passado. Para eles, somos animais nocivos, mas a história universal nunca registrou um escândalo promovido por nós, nem pelos que nos antecederam.
O Sr. Macaco deu um salto, ao mesmo tempo em que pedia um “aparte” :
- Senhor “rei” , meu querido amigo Jacaré, em tudo isso, o que mais revolta a nossa família é saber que eles, os irracionais, teimam em dizer que são nossos descendentes! Que Deus nos livre! Se eles fossem descendentes da nossa família, com certeza seriam seres respeitados e de uma capacidade moral inabalável. Por favor, Sr. “rei”, faça de tudo para impedir que eles continuem procedendo desta forma. Essa afirmativa denigre a imagem da nossa família e serve de péssimo exemplo para os nossos filhos!
O Sr. Macaco foi aplaudido de pé pelos presentes e recebeu total apoio do “rei” , que prometeu estudar o assunto e fazer o possível para limpar o nome da família dos Macacos. E prosseguiu:
- Bem, meus amigos! Depois de tudo o que vimos e ouvimos, concluímos que todos são unânimes em coibir a invasão dos devastadores da flora e da fauna. Assim sendo, precisamos elaborar um projeto que nos possibilite impedir que os humanos irracionais invadam nossa floresta. Os senhores receberam um bloco para que possam apresentar suas sugestões. Já provamos que somos bem melhores que eles e que os superamos, principalmente na moralidade. Não somos nós os responsáveis por tudo que acontece neste universo, culminando com os fatos mais deprimentes. Vejam os senhores como estão o que eles chamam de hospitais. Vejam, amigos, a situação da educação que eles, como irracionais, conseguiram destruir! A segurança dos irracionais já não é confiável, por conta dos corruptos que estão lá dentro, recebendo propinas de outros irracionais que receberam o triste nome de traficantes.
Todos curvaram as cabeças e, envergonhados, choraram.
PARTE 02
Tudo estava como todos haviam combinado. O plano era não provocar pânico entre os “intrusos”, mas dar-lhes uma lição de moral para fazer-lhes refletir sobre os danos que eles, os irracionais, causavam à flora e à fauna. Aqueles seres perversos e sem nenhum escrúpulo, precisavam aprender com os racionais da selva, algumas boas maneiras que as Universidades humanas não eram capazes de ensinar.
A tarde ia chegando preguiçosamente. Até parecia que o sol e a lua custavam a decidir sobre quem assumiria a responsabilidade de nos trazer a luz natural. O Sr. Rouxinol, com sua voz melodiosa, deu o primeiro sinal, que foi ouvido pelo Sr. Concriz. Este, por sua vez, fez chegar até o posto onde estavam seus companheiros de luta a informação de que seres estranhos se aproximavam.
O “rei” Leão levantou-se do trono, armou-se com a flecha da sabedoria e caminhou com passos firmes, numa atitude própria de quem realmente tem domínio próprio e competência para liderar. Era verdadeiramente um ser racional que aprendera conquistar a confiança dos seus liderados usando uma arma invencível: a idoneidade moral.
Alguns veículos roncavam pelas estradas florestais. Neles, seres desumanos se mostravam armados com pistolas automáticas, metralhadoras, fuzis, facões e foices. Grunhiam entre si, de forma tão violenta que mais pareciam monstros ferozes. Eram seres conhecidos como “homens” e que tinham o prazer de dizer: “somos seres racionais, feitos à imagem e semelhança de Deus” .
O “rei” leão pensava consigo mesmo, como um ser que se dizia a “imagem e semelhança de Deus” , poderia ser tão cruel, tão sanguinário, ao ponto de destruir o que o próprio Deus mandou que os racionais cuidassem bem. Fez um leve sorriso e prosseguiu em sua caminhada até onde estavam os seus amigos racionais.
Chegando ao cume de uma grande pedra, pegou o binóculo e procurou explorando o horizonte, o local exato onde se encontrava a expedição dos seres irracionais. Por alguns instantes manteve-se imóvel, como se não quisesse acreditar no que via. Mentalmente, começou a contar. Sua surpresa foi ainda maior quando parou no número vinte e oito.
Todos estavam apostos, esperando apenas o momento de agir. Estavam calmos e disciplinarmente preparados para mostrar àqueles seres irracionais chamados “homens” como agiam as verdadeiros seres criados por Deus.
Portando sua harpa, o Sr. Camelo estava ao lado do Sr. Tamanduá que se orgulhava de ser um excelente saxofonista. Além deles, estavam o Sr. Tigre com seu acordeom, o Sr. Puma com seu trompete e o Sr. Cágado com sua flauta. Outros formavam um grande coral. Seria dessa forma que eles combateria os intrusos irracionais.
Ansioso e sempre caminhando de um lado para o outro, o Sr. Coelho não escondia o seu nervosismo que se misturava com a ansiedade em mostrar o seu trabalho de compositor. – que surpresa terão os irracionais quando aqui chegarem, pensava orgulhoso.
O “rei” Leão, sempre preocupado com a perfeição, cobrava de todos uma ação sem falhas. Afinal, eles precisavam provar àqueles invasores o quanto é importante ser inteligente e olhar para o próximo com respeito, coisa que as escolas e as universidades não conseguiam, justamente pela irracionalidade dos seres chamados “homens” . Desceu da pedra e, dirigindo-se aos demais, falou com voz firme:
- Atenção, amigos! Os irracionais estão se aproximando! Estejam todos prontos para agir. Quero que eles aprendam com os que eles mesmos chamam de animais, quem são os verdadeiros animais destruidores das belezas naturais! Sigam-me com passos firmes e cabeças erguidas! Lembrem-se do adágio que nós mesmos criamos: A pressa é inimiga da perfeição.
FINAL
Era simplesmente incrível o que eles estavam vendo. “Inacreditável!”, murmurou um deles, olhando estupefato para os animais. “É a primeira vez em toda a minha vida que eu vejo um coral de animais!”, confessou outro integrante do grupo.
Diante dos olhares atônitos dos “intrusos”, os animais cantavam uma canção em homenagem à natureza. Eles cantavam com alegria e, um a um, os “visitantes” foram colocando suas armas de lado. Estavam decepcionados com a maneira como os humanos tratavam a fauna e a flora.
Terminada a canção, o “rei” Leão olhou para os boquiabertos exploradores e, apontando para os outros animais, falou:
- Temos sido tratados como irracionais. As pessoas nos temem como se fôssemos animais violentos. Mas isso não é verdade! Apenas defendemos aquilo que, com amor, carinho e dedicação, defendemos contra as maldades daqueles que, criminosamente, folgam em destruir o que Deus criou com amor. Se isso é ser violentos, assim seremos para sempre!
Todos ouviam as palavras do “rei” dos animais com um semblante de tristeza e decepção. Diante do silêncio sepulcral que reinava na floresta, o Leão prosseguiu:
- Não vamos fazer nada de mal contra vocês! Voltem e conscientizem os seus governantes de que a fauna e a flora serão preservadas enquanto nós, os verdadeiros animais racionais, existirmos. Que eles sejam mais humanos e menos hipócritas e que os que vocês chamam de “povo” se revistam de sentimentos, tornando-se puros como puro tem sido tudo aquilo que Deus criou. Façam uma boa viagem e nos deixem em paz. Não nos tirem esse direito!
Os exploradores nem tiveram coragem para dizer “obrigado”. Cabisbaixo e envergonhados, deram meia-volta e, desarmados da maldade, retornaram com a incômoda incumbência de transmitir aquele lacônico recado aos “irracionais” integrantes de uma sociedade perversa, inconsciente e irresponsável.
Moral da história: A racionalidade está naqueles que usam a consciência para a prática do bem.
(Adalberto Claudino Pereira)
FÁBULA 03
EM BUSCA DOS SEUS DIREITOS
O homem já se acostumou a colocar nos animais os defeitos que estes nunca tiveram. Para isso escolheram como suas vítimas o macaco, o burro, a galinha e outros que foram cognominados “os mártires da intolerância humana”.
O leão tirava uma gostosa soneca depois de uma saborosa “refeição”, quando foi despertado pelo burro, que se fazia acompanhar de outros companheiros irracionais.
- O que está acontecendo com os senhores? – perguntou o “rei” dos animais, ainda sonolento.
- Estamos aqui reunidos, meu “rei”, para apresentar nosso descontentamento diante do comportamento do homem! – exclamou o burro com um ar de chateado.
- E o que o sujeito homem está aprontando desta vez? Será que ele não nos deixa em paz!!!
- Veja o senhor, meu “rei”, que todo aquele que demonstra não saber de nada, são chamados de “burro”. Basta para isso, um aluno não dominar o conteúdo de determinada disciplina.
- Mas isso é incrível, senhor Burro! Será que o bicho homem não sabe que Deus não deixaria Seu Filho Jesus ser levado por um irresponsável qualquer! – retrucou o leão coçando o queixo.
O macaco, que tudo ouvia em silêncio, tomou a palavra e também fez a sua reclamação:
- Pois é, meu “rei”, eu também sou vítima do bicho homem. Veja o senhor que se uma pessoa é alegre, extrovertida e feliz, ela é chamada de “macaco”.
- Mas isso é uma falta de respeito, senhor Macaco! Esse bicho homem está mesmo precisando de uma grande lição! – falou o "rei" Leão, andando de um lado a outro da sala das grandes convenções.
O papagaio levantou uma das asas, sendo atendido de imediato pelo “rei” Leão.
- Comigo não é diferente, meu “rei”! Veja o senhor que tudo de ruim que acontece, eu sempre sou o culpado! Todas as piadas imorais, as mais “pesadas” possíveis, eles me botam no meio e até perguntam: “vocês já ouviram a do papagaio?” Aí todos respondem: - não conta que tem criança na sala!
- Mas será possível! Ora vejam só! São eles mesmos os mais imorais!!! – exclamou revoltado o Leão.
- Assim como vocês, eu também não estou lá muito satisfeito com o bicho homem! Vejam vocês que ele vive prevendo o meu fim!
Todos olharam estupefatos para o leão e em coro exclamaram: - O quê!!!! Até o senhor, meu “rei”???
- Claro! Estou cansado de ouvir o bicho homem dizer: “todo leão tem o seu dia de tapete”! Vocês acham pouco? Pois bem! Meu nome também foi colocado como símbolo de um negócio que eles chamam de Imposto de Renda, que nada mais é do que uma exploração aos contribuintes, mas que enriquece cada vez mais o Governo.
Os animais se entreolharam e todos gritaram em coro: - Ah, não! Precisamos dar um basta nisso tudo! O que o bicho homem pensa que é? O dono do mundo?
- Em princípio, não! Mas ele já inventou uma frase que diz: “Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono!”. Isso quer dizer que, apesar desse subterfúgio, o homem se acha “herdeiro” do mundo, o que não faz diferença alguma!
O galo, que também acompanhava a comitiva, olhou para os lados e, como se quisesse chamar a atenção de todos, falou:
- Por diversas vezes, minha mulher tem reclamado e até pedido para que eu tome as devidas providências, por se achar humilhada pelo homem!
- E o que estão fazendo contra ela? – perguntou o leão, coçando o queixo.
- É que quando passa uma mulher vadia, daquelas que pegam todos que encontram, todos gritam: “Olha lá a galinha!!!”
- Isso não pode ficar assim! Faremos o possível para que sua esposa seja respeitada e não volte a ser comparada àquelas desavergonhadas! – exclamou o Leão irado.
Ouvindo o relato do galo, a piranha gritou lá do meio da platéia:
- Eu também sou vítima dessas mulherzinhas safadas. Agora, não sei por que, elas são chamadas de “piranhas”, como se nós fôssemos desmoralizadas. Nós também exigimos respeito.
O homem já se acostumou a colocar nos animais os defeitos que estes nunca tiveram. Para isso escolheram como suas vítimas o macaco, o burro, a galinha e outros que foram cognominados “os mártires da intolerância humana”.
O leão tirava uma gostosa soneca depois de uma saborosa “refeição”, quando foi despertado pelo burro, que se fazia acompanhar de outros companheiros irracionais.
- O que está acontecendo com os senhores? – perguntou o “rei” dos animais, ainda sonolento.
- Estamos aqui reunidos, meu “rei”, para apresentar nosso descontentamento diante do comportamento do homem! – exclamou o burro com um ar de chateado.
- E o que o sujeito homem está aprontando desta vez? Será que ele não nos deixa em paz!!!
- Veja o senhor, meu “rei”, que todo aquele que demonstra não saber de nada, são chamados de “burro”. Basta para isso, um aluno não dominar o conteúdo de determinada disciplina.
- Mas isso é incrível, senhor Burro! Será que o bicho homem não sabe que Deus não deixaria Seu Filho Jesus ser levado por um irresponsável qualquer! – retrucou o leão coçando o queixo.
O macaco, que tudo ouvia em silêncio, tomou a palavra e também fez a sua reclamação:
- Pois é, meu “rei”, eu também sou vítima do bicho homem. Veja o senhor que se uma pessoa é alegre, extrovertida e feliz, ela é chamada de “macaco”.
- Mas isso é uma falta de respeito, senhor Macaco! Esse bicho homem está mesmo precisando de uma grande lição! – falou o "rei" Leão, andando de um lado a outro da sala das grandes convenções.
O papagaio levantou uma das asas, sendo atendido de imediato pelo “rei” Leão.
- Comigo não é diferente, meu “rei”! Veja o senhor que tudo de ruim que acontece, eu sempre sou o culpado! Todas as piadas imorais, as mais “pesadas” possíveis, eles me botam no meio e até perguntam: “vocês já ouviram a do papagaio?” Aí todos respondem: - não conta que tem criança na sala!
- Mas será possível! Ora vejam só! São eles mesmos os mais imorais!!! – exclamou revoltado o Leão.
- Assim como vocês, eu também não estou lá muito satisfeito com o bicho homem! Vejam vocês que ele vive prevendo o meu fim!
Todos olharam estupefatos para o leão e em coro exclamaram: - O quê!!!! Até o senhor, meu “rei”???
- Claro! Estou cansado de ouvir o bicho homem dizer: “todo leão tem o seu dia de tapete”! Vocês acham pouco? Pois bem! Meu nome também foi colocado como símbolo de um negócio que eles chamam de Imposto de Renda, que nada mais é do que uma exploração aos contribuintes, mas que enriquece cada vez mais o Governo.
Os animais se entreolharam e todos gritaram em coro: - Ah, não! Precisamos dar um basta nisso tudo! O que o bicho homem pensa que é? O dono do mundo?
- Em princípio, não! Mas ele já inventou uma frase que diz: “Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono!”. Isso quer dizer que, apesar desse subterfúgio, o homem se acha “herdeiro” do mundo, o que não faz diferença alguma!
O galo, que também acompanhava a comitiva, olhou para os lados e, como se quisesse chamar a atenção de todos, falou:
- Por diversas vezes, minha mulher tem reclamado e até pedido para que eu tome as devidas providências, por se achar humilhada pelo homem!
- E o que estão fazendo contra ela? – perguntou o leão, coçando o queixo.
- É que quando passa uma mulher vadia, daquelas que pegam todos que encontram, todos gritam: “Olha lá a galinha!!!”
- Isso não pode ficar assim! Faremos o possível para que sua esposa seja respeitada e não volte a ser comparada àquelas desavergonhadas! – exclamou o Leão irado.
Ouvindo o relato do galo, a piranha gritou lá do meio da platéia:
- Eu também sou vítima dessas mulherzinhas safadas. Agora, não sei por que, elas são chamadas de “piranhas”, como se nós fôssemos desmoralizadas. Nós também exigimos respeito.
O touro, que se fazia
acompanhar pela senhora vaca, também apresentou o seu protesto:
- Se os senhores estão
sendo desmoralizados pelas ações dos homens, eu não escapei delas. Quando
alguém diz que um sujeito é corno, todos bradam MOOOOOOOOM, chamando o infeliz
de touro, o que não deixa de ser uma grande ofensa à nossa integridade moral!
- Senhor “rei”! – bradou o
veado – eu também quero apresentar a minha queixa: Vejam os senhores e as
senhoras aqui presentes, que o homem resolveu chamar aqueles que nem são homens
nem mulheres de “veados”. Nós nunca colocamos em dúvida a nossa masculinidade,
amigos! Nós somos muito machos! Por isso, deixo aqui registrado o meu protesto!
Diante daquilo, o “rei” Leão chegou à conclusão de que as coisas estavam cada vez mais complicadas. Precisava tomar as devidas providências e com a máxima urgência. Pensou por alguns segundos e bradou:
- Está bem! Irei enviar um Ofício ao Presidente deles, exigindo todo o respeito devido aos animais. Caso contrário, faremos uma greve geral, em protesto contra os maus tratos recebidos!
O elefante ergueu a tromba, deu um grito e exclamou:
- Concordo com a atitude de Vossa Majestade! Porém, é preciso que tenhamos sorte para que este documento o encontre num momento de sobriedade. Que ele não tenha tomado nenhuma “pinga”!
O Ofício foi levado pela senhora águia que, para isso, tomou todas as precauções, desde a maquiagem até as roupas mais finas e adequadas para o momento.
Horas depois ela estava de volta. Todos ainda estavam na sala à espera do resultado da missão. D. Águia sentou-se numa cadeira especial e falou:
- Bem, a nossa parte está cumprida. O ofício foi entregue a um dos que eles chamam lá de ministros. Ao receber, ele disse que precisamos ter paciência, uma vez que a agenda do Presidente está cheia, desde as longas viagens ao exterior, até os encontros e os jantares com empresários e representantes da Câmara e do Senado, sem falar dos momentos de futebol com os amigos íntimos!
Diante desta declaração, o “rei” Leão olhou para os presentes e falou:
- É, amigos! Pelo visto, vamos ter que esperar mais uns cem anos pra frente.
Todos se retiraram levando consigo a certeza de que a flora e a fauna continuarão nas mãos destruidoras e criminosas do animal chamado HOMEM.
Diante daquilo, o “rei” Leão chegou à conclusão de que as coisas estavam cada vez mais complicadas. Precisava tomar as devidas providências e com a máxima urgência. Pensou por alguns segundos e bradou:
- Está bem! Irei enviar um Ofício ao Presidente deles, exigindo todo o respeito devido aos animais. Caso contrário, faremos uma greve geral, em protesto contra os maus tratos recebidos!
O elefante ergueu a tromba, deu um grito e exclamou:
- Concordo com a atitude de Vossa Majestade! Porém, é preciso que tenhamos sorte para que este documento o encontre num momento de sobriedade. Que ele não tenha tomado nenhuma “pinga”!
O Ofício foi levado pela senhora águia que, para isso, tomou todas as precauções, desde a maquiagem até as roupas mais finas e adequadas para o momento.
Horas depois ela estava de volta. Todos ainda estavam na sala à espera do resultado da missão. D. Águia sentou-se numa cadeira especial e falou:
- Bem, a nossa parte está cumprida. O ofício foi entregue a um dos que eles chamam lá de ministros. Ao receber, ele disse que precisamos ter paciência, uma vez que a agenda do Presidente está cheia, desde as longas viagens ao exterior, até os encontros e os jantares com empresários e representantes da Câmara e do Senado, sem falar dos momentos de futebol com os amigos íntimos!
Diante desta declaração, o “rei” Leão olhou para os presentes e falou:
- É, amigos! Pelo visto, vamos ter que esperar mais uns cem anos pra frente.
Todos se retiraram levando consigo a certeza de que a flora e a fauna continuarão nas mãos destruidoras e criminosas do animal chamado HOMEM.
(Adalberto Claudino Pereira)
FÁBULA 02
O COELHO E OS PORCOS
Era uma vez um coelhinho muito querido. Seus pelos eram alvos como a neve. Por isso, as pessoas gostavam de vê-lo passeando pelas redondezas. Alguém tentou homenageá-lo com um nome que se identificasse bem com o seu jeito agradável e simpático. Foi-lhe dado o nome de Pitty.
Na mesma região havia uma pocilga, constantemente freqüentada por três porcos malvados, sujos e fedorentos. Por onde eles passavam as pessoas viravam os rostos, em sinal de repúdio àqueles elementos que só causavam fedentina. Todas as vezes que o coelhinho Pitty passava ao lado da pocilga, residência oficial dos três porcos, era xingado de todas as formas, mas sempre resistia aos impropérios dos seus algozes. Em casa, relatava tudo à mamãe, que o aconselhava não dar atenção aos invejosos, fazendo como se nada estivesse acontecendo.
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, o coelhinho não resistiu aos insultos e resolveu reagir, mas diante de sua pequena estatura e a falta de experiência no “pugilismo”, acabou sendo lançado na lama pelos seus agressores.
Ao passar pelo local de sempre, sujo e com o mal cheiro dos porcos, foi acolhido por alguém, que o banhou em águas limpas, secou-lhe o corpo, perfumou-o e o entregou à sua mãe. Esta, por sua vez, colocou-o no colo e disse: filho, aprenda a inteligente lição de que “quem se junta aos porcos, acaba comendo farelo com eles”. A partir de agora, deixe que eles espalhem suas iras, sabendo que elas não alcançarão os que são limpos por dentro e por fora.
A partir daquele momento, o coelhinho Pitty deixou de dar atenção aos porcos, que continuaram sujos e fedorentos, enquanto ele permanecia limpo, perfumado e amado pelas pessoas que, em sinal de repúdio, acabaram expulsando os porcos da localidade, por serem nocivos aos que ali habitavam.
A vida ali tomou um rumo diferente. O local ficou perfumado e ninguém mais fora incomodado pelos porcos imundos. A pocilga foi destruída e em seu lugar foi construído um parque, onde os coelhos e as pessoas se misturavam, numa interação social nunca vista naquela localidade.
Era uma vez um coelhinho muito querido. Seus pelos eram alvos como a neve. Por isso, as pessoas gostavam de vê-lo passeando pelas redondezas. Alguém tentou homenageá-lo com um nome que se identificasse bem com o seu jeito agradável e simpático. Foi-lhe dado o nome de Pitty.
Na mesma região havia uma pocilga, constantemente freqüentada por três porcos malvados, sujos e fedorentos. Por onde eles passavam as pessoas viravam os rostos, em sinal de repúdio àqueles elementos que só causavam fedentina. Todas as vezes que o coelhinho Pitty passava ao lado da pocilga, residência oficial dos três porcos, era xingado de todas as formas, mas sempre resistia aos impropérios dos seus algozes. Em casa, relatava tudo à mamãe, que o aconselhava não dar atenção aos invejosos, fazendo como se nada estivesse acontecendo.
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, o coelhinho não resistiu aos insultos e resolveu reagir, mas diante de sua pequena estatura e a falta de experiência no “pugilismo”, acabou sendo lançado na lama pelos seus agressores.
Ao passar pelo local de sempre, sujo e com o mal cheiro dos porcos, foi acolhido por alguém, que o banhou em águas limpas, secou-lhe o corpo, perfumou-o e o entregou à sua mãe. Esta, por sua vez, colocou-o no colo e disse: filho, aprenda a inteligente lição de que “quem se junta aos porcos, acaba comendo farelo com eles”. A partir de agora, deixe que eles espalhem suas iras, sabendo que elas não alcançarão os que são limpos por dentro e por fora.
A partir daquele momento, o coelhinho Pitty deixou de dar atenção aos porcos, que continuaram sujos e fedorentos, enquanto ele permanecia limpo, perfumado e amado pelas pessoas que, em sinal de repúdio, acabaram expulsando os porcos da localidade, por serem nocivos aos que ali habitavam.
A vida ali tomou um rumo diferente. O local ficou perfumado e ninguém mais fora incomodado pelos porcos imundos. A pocilga foi destruída e em seu lugar foi construído um parque, onde os coelhos e as pessoas se misturavam, numa interação social nunca vista naquela localidade.
(Adalberto Claudino Pereira)
Fábula 1
O PARDAL E O ROUXINOL
Era uma vez um rouxinol, que cantava tão bem, que chegou a despertar a atenção dos chamados colecionadores de pássaros. Ele passou a ser perseguido de forma tão ferrenha que chegava a parar de cantar e a se esconder com a aproximação dos seus perseguidores.
Os dias passaram e, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, o rouxinol acabou caindo nas armadilhas preparadas pelo algoz visitante. E lá foi ele calado e cabisbaixo apenas com uma certeza: seria o mais novo “hóspede” daquele ingrato colecionador.
A nova residência do rouxinol era uma verdadeira mansão, que passou a ser visitada pelos mais íntimos amigos do orgulhoso caçador, a fim de ouvir as lindas melodias interpretadas com tanta perfeição pelo novo “hóspede”.
Era tão belo o cântico do rouxinol, que chegou a chamar a atenção de um pardal que vivia na redondeza que, de longe e sem ser visto, resolveu fixar residência numa árvore próxima à “residência” do novo “Caruso”.
Os dias passavam e, não mais resistindo ao cântico do rouxinol, o pardal resolveu se aproximar mais, até que foi notado pelo rouxinol, que o convidou a ficar mais próximo. O convite foi aceito de imediato e os dois tornaram-se grandes amigos.
Com o olhar entristecido, o pardal desabafou:
- Você canta muito bem. Como eu queria ter uma voz assim, afinada e admirada por todos! Eu fico aqui observando quantas pessoas famosas veem te ouvir!
Vendo a tristeza estampada no olhar de seu amigo, o rouxinol respondeu:
- Você está enganado, amigo! Você é um sortudo! Por não ter uma linda voz, ninguém lhe persegue! Você é livre e deve dar graças a Deus por isso!
- Mas você vive numa gaiola de ouro, toma água mineral, come comidas selecionadas e é admirado por todos. Mas eu, ao contrário, vivo mendigando os restos de comidas que os homens lançam ao relento!
Mais uma vez o rouxinol respondeu:
- Veja você, amigo pardal, mesmo assim, eu preferia ser livre, viver de árvore em árvore, comer as migalhas espalhadas na relva e beber as águas dos córregos. Assim, eu seria bem mais feliz!
- Eu lhe entendo, amigo rouxinol, mas fique sabendo que, por não ter um canto bonito, ninguém se importa comigo. Assim, eu vivo fugindo para não ser alvo de meninos perversos que me caçam apenas pelo simples prazer de matar. Afinal, quem choraria a minha morte?
O rouxinol olhou para o pardal e, como se estivesse pensando na situação, respondeu:
É, amigo pardal! Cheguei à conclusão de que cada um de nós vive problemas diferentes! É como dizem os humanos “se correr o bicho pega; se ficar, o bicho come!”
MORAL DA HISTÓRIA: Cada um em seu canto, chora o seu pranto.
Era uma vez um rouxinol, que cantava tão bem, que chegou a despertar a atenção dos chamados colecionadores de pássaros. Ele passou a ser perseguido de forma tão ferrenha que chegava a parar de cantar e a se esconder com a aproximação dos seus perseguidores.
Os dias passaram e, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, o rouxinol acabou caindo nas armadilhas preparadas pelo algoz visitante. E lá foi ele calado e cabisbaixo apenas com uma certeza: seria o mais novo “hóspede” daquele ingrato colecionador.
A nova residência do rouxinol era uma verdadeira mansão, que passou a ser visitada pelos mais íntimos amigos do orgulhoso caçador, a fim de ouvir as lindas melodias interpretadas com tanta perfeição pelo novo “hóspede”.
Era tão belo o cântico do rouxinol, que chegou a chamar a atenção de um pardal que vivia na redondeza que, de longe e sem ser visto, resolveu fixar residência numa árvore próxima à “residência” do novo “Caruso”.
Os dias passavam e, não mais resistindo ao cântico do rouxinol, o pardal resolveu se aproximar mais, até que foi notado pelo rouxinol, que o convidou a ficar mais próximo. O convite foi aceito de imediato e os dois tornaram-se grandes amigos.
Com o olhar entristecido, o pardal desabafou:
- Você canta muito bem. Como eu queria ter uma voz assim, afinada e admirada por todos! Eu fico aqui observando quantas pessoas famosas veem te ouvir!
Vendo a tristeza estampada no olhar de seu amigo, o rouxinol respondeu:
- Você está enganado, amigo! Você é um sortudo! Por não ter uma linda voz, ninguém lhe persegue! Você é livre e deve dar graças a Deus por isso!
- Mas você vive numa gaiola de ouro, toma água mineral, come comidas selecionadas e é admirado por todos. Mas eu, ao contrário, vivo mendigando os restos de comidas que os homens lançam ao relento!
Mais uma vez o rouxinol respondeu:
- Veja você, amigo pardal, mesmo assim, eu preferia ser livre, viver de árvore em árvore, comer as migalhas espalhadas na relva e beber as águas dos córregos. Assim, eu seria bem mais feliz!
- Eu lhe entendo, amigo rouxinol, mas fique sabendo que, por não ter um canto bonito, ninguém se importa comigo. Assim, eu vivo fugindo para não ser alvo de meninos perversos que me caçam apenas pelo simples prazer de matar. Afinal, quem choraria a minha morte?
O rouxinol olhou para o pardal e, como se estivesse pensando na situação, respondeu:
É, amigo pardal! Cheguei à conclusão de que cada um de nós vive problemas diferentes! É como dizem os humanos “se correr o bicho pega; se ficar, o bicho come!”
MORAL DA HISTÓRIA: Cada um em seu canto, chora o seu pranto.
(Adalberto Claudino Pereira)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
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