sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
segunda-feira, 26 de dezembro de 2022
O CASTIGO VEM DO SENHOR, O CRIADOR DA PRÓPRIA NATUREZA.
A NATUREZA SE ENFURECE?
Precisamos urgentemente voltar nossa atenção para os fatos que envolvem a ação do SENHOR em nosso cotidiano. Inicialmente, devemos olhar para DEUS como o centro do Universo.
Colocar a culpa dos acontecimentos sobre o alvo errado já faz parte da vida de quem há muito tempo deixou de olhar para DEUS como o criador de tudo que existe ao nosso redor,
O nosso alvo maior deve ser aquele que é dono de tudo, inclusive da nossa vida. Nada nos pertence e as tragédias que acontecem nada têm a ver com revolta da Natureza.
Nosso DEUS não dorme e nem cochila. Ele nos acompanha diuturnamente e lança a sua ira contra aqueles que "brincam" com Ele. As catástrofes que ceifam vidas ou causam prejuízos materiais, são resultados do afastamento do homem de DEUS.
A Natureza não se vinga de nada e de ninguém. Quem assim pensa, desconhece totalmente as mensagens contidas nas Escrituras Sagradas, que são inegavelmente a palavra viva e verdadeira do nosso CRIADOR.
Lamentavelmente, profissionais considerados "intelectuais da informação", levam, ou tentam levar pessoas ingênuas a acreditarem que são vítimas do que eles chamam de "revolta da Natureza".
Os mais diversos instrumentos inseridos no mundo das comunicações teimam em ludibriar a consciência humana com informações falsas, que não condizem com a realidade Divina.
Quem desconhece a Divindade, a Santidade, a Soberania e o Poder do nosso DEUS, limita-se às informações mentirosas, capazes de conduzir até alguns seguidores de CRISTO a um erro que enfraquece sua vida espiritual.
Considerar opiniões desconexas e incoerentes com a verdade não pode ser normal para aqueles que conhecem as ações de DEUS na vida da humanidade. A ira Divina é uma verdade inconteste e precisa ser reconhecida até pelos mais ferrenhos incrédulos.
Para quem pensa que a paciência de DEUS não tem limites, aconselho meditar sobre essa parte do diálogo de DEUS com o profeta Jeremias, quando este tentou interceder pela nação de Judá:
"Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, meu coração não se inclinaria para este povo; lança-os de diante de mim, e saiam. Quando te perguntarem: Para onde iremos? Dir-lhe-ás: Assim diz o SENHOR: O que é para a morte, para a morte; o que é para a espada, para a espada; o que é para a fome, para a fome; o que é para o cativeiro, para o cativeiro. Porque os punirei com quatro sortes de castigos, diz o SENHOR: com espada para matar, com cães para os arrastarem e com as aves dos céus e as feras co campo para os devorarem e os destruírem..."
Querem o "endereço" dessa ira de DEUS? Abram as Escrituras Sagradas lá no Livro do profeta Jeremias e leiam o capítulo 15, a partir do versículo 1º. Se não se contentarem, sigam até o versículo 9.
Mas a ira do SENHOR não se limita no que Ele falou a respeito de Judá. Ele lançou sua ira contra Sodoma e Gomorra, onde o pecado havia ultrapassado o limite. Contra o Egito, a dureza do coração de Faraó resultou nas dez pragas enviadas por DEUS..
A ira do SENHOR também foi lançada contra o povo de Israel, que se distanciou da presença de DEUS, chagando a construir uma imagem para substituir o DEUS único e verdadeiro. Hoje, nada pode ser diferente, pois o DEUS do passado é o mesmo do presente e será o DEUS do futuro,
Atentem para esta verdade inquestionável: A ira é de DEUS, o dono de tudo, o que está acima de tudo e de todos, o que tem domínio sobre tudo e sobre todos, o nosso criador e criador da própria Natureza.
O DEUS a quem nos referimos é o único que é digno de receber toda a honra, toda a glória, todo o louvor e toda adoração.
- Por Adalberto Pereira -
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
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sexta-feira, 30 de setembro de 2022
TENHO DITO!
OPINIÃO
O nível cultural de um povo não se mede pelo acúmulo de anéis e diplomas, mas pela sua maneira de agir nos momentos das grandes decisões. Quem age com prudência é inteligente e sábio. A este a minha admiração e o meu respeito.
Miseráveis e sem escrúpulos são aqueles que se desfazem do seu caráter natural em troca de um “punhado de farinha”, mesmo sabendo que isso não solucionará as suas mais prementes necessidades.
Viver em função de esmolas é uma característica de quem ainda não descobriu o valor do caráter e da dignidade pessoal. Infelizmente estamos cercados de elementos que se acomodam em sua insignificância. São os famosos parasitas sociais.
Tenho exemplos, e não são poucos, de pessoas de baixíssimo nível cultural, mas que foram sábias ao decidirem seguir aos ensinamentos de Deus, enquanto outros, acumuladores de anéis e diplomas, optaram por seguirem em direção ao lago de fogo e enxofre. É questão de princípios.
É lamentável ficarmos diante de pessoas que, não sabemos se levadas pela ingenuidade ou pela imbecilidade, preferem se entregar aos lamentáveis costumes do “lava mãos”, sem refletirem sobre o mau que está causando a si mesmo e à sua família.
Ser conivente com a cretinice dos espertalhões é estar além deles no tocante à irresponsabilidade moral. Até parece que ser idiota é bem mais cômodo do que ser autêntico pensador e portador de grandes ideais.
O mundo declina em direção ao avanço da ideologia paupérrima dos que foram maus gerados. E esta realidade faz mal aos intelectuais que se esforçam para evitar que isso aconteça. É aí que descobrimos o quanto ser sábio faz bem.
Conversava certa vez com um cidadão que se dizia portador de vários diplomas, mas que lamentava o infortúnio do desemprego. Quis saber o porquê da sua “falta de sorte”. Acabei descobrindo que suas atitudes não eram coerentes com o que ele mostrava ser.
Tentei levá-lo a mudar de comportamento, mas a sua teimosia era crônica. Ele fora educado para ser antagonista, mesmo diante de situações que não condiziam com a realidade. Vestiu uma camisa ideológica retrógrada, criada por homens incompetentes e desonestos.
Iguais a ele conheço milhares. Infelizmente, este não é um mal de poucos. Enquanto elementos desnutridos de moralidade se fizerem presentes em nosso meio, nossa luta para alcançarmos a perfeição se torna cada vez mais inútil.
Olhando pelo lado quantitativo, cresce a passos largos o número de dependentes de favores. São aqueles que se limitam ao presente, sem refletirem sobre as consequências do futuro. E nem se preocupam em reclamarem constantemente dos resultados negativos causados pela sua imbecilidade e pela sua falta de caráter.
Faço aqui presente uma frase que ouvi de um certo político patoense, isso quando eu estava no alge das minhas atividades na condução da política. Palavras dele: “Para ganhar a eleição, faço pacto até com o Diabo. Depois, o resto que se dane.”
Foi aí que comecei a entender o verdadeiro sentido da política vivida por “profissionais”, que maltratam o raciocínio lógico de quem ainda não amadureceu ao ponto de combatê-los. Então, eles, os “profissionais”, se aproveitam da ociosidade dos imaturos para dar continuidade aos seus desmandos.
São muitos os que se conluiem com aqueles a quem, antes, atacaram com suas críticas avassaladoras e lançaram sobre eles seus venenos mortíferos. São homens sem caráter e sem idoneidade moral, que merecem o nosso repúdio.
Sei que muitos se sentirão ofendidos. Mas isso pouco me incomoda. O certo é que cumpri com a minha obrigação de mostrar uma verdade que precisava ser dita. Se esta foi uma orientação Divina, está cumprida.
Por Adalberto Pereira
-o-o-o-o-o-o-o-
terça-feira, 27 de setembro de 2022
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segunda-feira, 12 de setembro de 2022
OSSOS DO OFÍCIO
VENCENDO OBSTÁCULOS
O ano era 1979. Eu estava muito bem no exercício da minha função no Departamento de Jornalismo da Rádio Espinharas de Patos. Surpreendentemente, recebo uma proposta para trabalhar na Emissora Rural a Voz do São Francisco, em Petrolina.
O salário era tentador, mas a indecisão colocava-me diante de uma situação inusitada: eu estava na Rádio Espinharas há seis anos em minha segunda passagem pela emissora, onde comecei em 1962, ainda desconhecido e com o nome artístico de Carlos Alberto, ideia de José Augusto Longo e Luis Pereira. Não foi fácil suportar a separação da minha família e dos amigos, mesmo sabendo que poderia superar tudo isso.
Sabendo do convite que me fora feito pela Direção da Emissora Rural de Petrolina, alguns colegas me aconselharam a não aceitar. Alegavam eles que era um grande risco, uma vez que lá só tinha “feras” e que eu ia me decepcionar.
Ora, se eu já estava indeciso, calculem a minha situação diante dos “estímulos” dos colegas! Além disso, eu não sabia nem onde ficava Petrolina. Já me colocava na condição de um estranho na multidão. E cada vez que pensava assim, a dúvida aumentava e o receio dominava os meus neurônios.
Resolvi dizer SIM! Fui até o Pe. Luiz Laires da Nóbrega, meu Diretor e comuniquei: - Recebi uma proposta da Emissora Rural de Petrolina! Não pretendo deixar a Espinharas e meus amigos daqui. Se vocês pelo menos chegarem ao mesmo salário, eu ficarei. Não quero mais que isso.
O Pe. Laires consultou o Departamento Pessoal e este informou não ter condições de conceder-me um aumento que chegasse ao prometido pela outra emissora. Na época eu deixara de ser o Carlos Alberto de 1962 e já era o Adalberto Pereira, nome que eu mesmo escolhi.
O Pe. Laires fez o que estava eu seu alcance para manter-me na emissora. Não era eu o melhor, mas eu era Diretor de Jornalismo, repórter, redator, apresentador do Jornal da Manhã e Comunicação Total e ainda integrava o quadro de esportes da emissora. E isso sem nenhum interesse financeiro.
Quem não queria um funcionário assim? Acredito que este detalhe chamou a atenção dos Diretores da Emissora Rural (Monsenhor Gonçalo, Sr. Paulo Brito e Pe. Mansueto de Lavor). Não nego que estava feliz com o convite. Mas era dominado pelo medo, quando lembrava os comentários negativos dos colegas.
Procurei não levar aquilo a sério. Na rodoviária de Patos e já dentro do ônibus da Viação Brasília, olhava para os amigos que passavam e acenavam para mim. Confesso: não conseguia conter as lágrimas. Eu amava a Rádio Espinharas e Patos ocupava e ainda ocupa um lugarzinho especial no meu coração. Quantas vezes pensei em desistir!
Em Petrolina, fui recebido na rodoviária pelo saudoso colega Juarez Farias e por ele conduzido até um apartamento na própria emissora. Tudo era muito estranho. A falta dos amigos e do carinho dos patoenses não me permitiram um sono tranquilo. E haja sofrimento! E foram muitos dias assim.
Cheguei a pensar que as previsões dos amigos lá de Patos começavam a virar realidade. Mas um dia fui surpreendido com um chamado dos diretores. Eles me incumbiram de apresentar um noticiário. Estaria eu sonhando? Aquilo era verdade? Quase que beliscava meu próprio corpo para saber se estava acordado.
Ao entrar no estúdio para apresentar o noticiário, notei que um grupo de curiosos me observava do outro lado do vidro. E, para minha surpresa, aquele grupo era formado pelos senhores Paulo Brito, Monsenhor Gonçalo, Mansueto de Lavor e Vinicius de Santana. Na verdade, eu estava diante de uma verdadeira “prova de fogo”.
Antes da última notícia, todos eles haviam desaparecido. O que teria acontecido? Aquilo era um bom ou um mau sinal? Seria a confirmação das previsões dos amigos de Patos? Ao levantar-me, vi o sonoplasta fazendo um sinal de positivo. Mas ele não fazia parte daquele grupo. Logo...!
No dia seguinte, o Monsenhor Gonçalo Pereira Lima, chegou à porta da sala de redação, olhou pra mim com aquele sorriso próprio dele e falou: - O senhor vai apresentar os noticiários de hora em hora, a partir da próxima semana. Ao dar os primeiro passos, deu meia volta para dizer: - Parabéns!
Naquele momento, desejei ver ao meu lado os colegas da Rádio Espinharas que duvidaram da minha capacidade de estar entre os que eles chamaram de “Feras”. Também queria que eles testemunhassem que eu não havia me decepcionado. Afinal, eu havia vencido o grande obstáculo que via pela frente.
Vencer desafios não é tremer diante das oportunidades, mas encará-la com coragem, colocando-se lado a lado com os competentes e se tornando “fera” como eles. No rádio, os desafios não são pouco e também não são fáceis de vencê-los. Mas ao longo dos 30 anos de rádio, consegui vencer os mais complexos obstáculos.
Mas, se alguém perguntar sobre meu desejo de retornar às atividades radiofônicas, eu serei muito sincero em dizer que nada hoje me estimula a isso. A nossa imprensa, de um modo geral, está voltada para os interesses pessoais.
É lógico que existem as exceções às regras. Ainda conseguimos encontrar uma dúzia de bons profissionais, embora as empresas, em sua grande maioria, não colaborem no sentido de que o profissional exerça os seus trabalhos com dignidade.
A força da política partidária e os poderes aquisitivos de empresários inexperientes tornaram os ambientes de trabalho dos profissionais da imprensa em grandes “senzalas”, onde a escravatura de muitos se expandiu de forma assustadora.
Estes são na atualidade os maiores inimigos dos profissionais da imprensa, escrita, falada e televisada. Esta realidade é vivida de forma silenciosa pelos que precisam manter vivos os seus empregos.
Dizer que não sinto saudades dos meus momentos como locutor, redator, repórter, apresentador e até de diretor de jornalismo, funções exercidas ao longo dos meus 30 anos de trabalho, seria tentar enganar a mim mesmo. Mas estas saudades limitam-se aos tempos da nossa independência profissional.
Chegar ao exercício da função de Gerente Administrativo de uma emissora de rádio foi, além de um grande desafio, fruto de um trabalho revestido de responsabilidade, competência e dedicação. Sem essas qualidades eu seria apenas um a mais neste mundo de parcialidade e subserviência jornalísticas.
- Por Adalberto Pereira –
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segunda-feira, 8 de agosto de 2022
MUDANDO OS PLANOS
O PISTOLEIRO
Um certo fazendeiro, invejoso, ganancioso e dono de um coração cheio de ódio e rancor, contratou um pistoleiro para executar um cidadão, por quem alimentava uma certa aversão. Fechado o “negócio”, entregou-lhe a metade do valor combinado.
Frio e calculista, o pistoleiro partiu em direção à residência do desafeto do seu “patrão”, onde chegou já ao cair da tarde. Bateu à porta e foi recebido por uma senhora, que enxugava as mãos num avental já bastante sofrido pelas atividades diárias. Vendo o “visitante”, ela chamou o marido, o alvo do assassino.
Educadamente, a possível vítima, cumprimentou o estranho visitante, abriu-lhe a porta e mandou que entrasse e sentasse para descansar o corpo da viagem. Serviu-lhe água para matar-lhe a sede e nem se preocupou em saber seu nome, de onde vinha ou para onde ia.
Para ele, aquilo eram detalhes que não lhes interessavam, pelo menos no momento. Apenas sentou-se à frente do pistoleiro e, mal havia iniciado uma conversa, ouviu uma voz vindo do interior da casa. Era a esposa que anunciava a hora do jantar.
Com a mesma educação como o recebeu, ele convidou o “visitante” para acompanhá-lo até a sala de jantar. Os dois sentaram à mesa, seguidos da dona da casa. Virando-se para a janela do oitão, o cidadão gritou: - Meninos, hora do jantar!
Imediatamente, surgiram na sala sete meninos, que se aproximaram da mesa, mas o cidadão os repreendeu mandando que fossem lavar as mãos. Eles o obedeceram e voltaram cheios de vontade.
Cada um tomou o seu lugar, olhando meio desconfiados para o estranho visitante. Olhando para eles com um olhar sério, o dono da casa murmurou: - Não vão dizer boa noite para o nosso amigo? Todos gritaram a uma só voz: - Boa noite, moço!
O pistoleiro, mal podia falar, mas com um grande esforço conseguiu responder aos cumprimentos das crianças. O dono da casa, apontando para os garotos, apresentou: - aqueles quatro à esquerda são nossos filhos André, Noaldo, Carlito e Juarez; os outros três: Arthur, Miguel e Marcelo são nossos netos. Apontou para a mulher e apresentou: Esta é Clarice, minha esposa! Ela é quem manda em tudo! (risadas).
Terminado o jantar, todos foram para a sala, onde as conversas foram bastante animadas, menos para o pistoleiro, que, atônito diante de tudo o que presenciava, não sabia o que fazer. Vez por outra esboçava um sorriso meio sem graça, até que, para seu alívio, ouviu o cidadão dizer: - Bem, pessoal! Hora de dormir! Amanhã será outro dia!
Conduziu o “visitante” até o quarto de visitas e, como a noite estava fria, escolheu para ele os melhores agasalhos. A noite foi uma verdadeira tortura para o pistoleiro. Por mais que tentasse, não conseguia conciliar o sono.
As perguntas alimentavam cada vez mais a tortura que corroía seu cérebro: - O que está acontecendo comigo? Eu nunca “bati pino” numa “quebrada de milho”. Como eu posso tirar a vida da única pessoa que trata como gente?
O dia amanheceu e ouviu alguém batendo na porta do seu quarto. Era o dono da casa, chamando-o para tomar o café da manhã. Sentiu um calafrio tomando conta do seu corpo. Não tinha outra saída a não ser sentar novamente à mesa e encarar aquela família, cuja felicidade ele estava prestes a destruir.
Agradeceu a hospitalidade da família, colocou a mochila nas costas e com um aceno seguiu sua caminhada de volta para casa. Continuava sem saber o que havia acontecido com aquele sujeito frio e calculista, matador de aluguel.
Olhando de lado, depois de alguns minutos de caminhada, deparou-se com um pequeno lago. Saiu da estrada, chegou à beira do lago, tirou da mochila o revólver e o lançou o mais longe que alcançou. E como se o lago o ouvisse, murmurou: - Toma! É todo teu! Faça com ele o que quiser.
Deu meia volta, retornou à estrada e continuou em sua longa e penosa caminhada. Agora mais aliviado, ensaiou um pálido sorriso, balançou a cabe por várias vezes, como se não estivesse acreditando no que acontecera com ele.
Lembrou-se do sorriso das crianças e da felicidade daquele casal, uma família que ele quase destruiu. Chegou até a pensar em construir uma família, mas desistiu. – Quem vai confiar num sujeito como eu? Eu sempre serei um pistoleiro cruel e desumano!
Com o dinheiro recebido, metade do acertado, tomou um destino até hoje ignorado. Quem o conhecia como um “quebrador de milho” perverso e sem coração, não sabe dizer o seu destino. Se ele se sentiu aliviado pela mudança inesperada, a sociedade sentia muito mais.
Este texto, com sabor de ficção, foi criado num momento em que o autor meditava sobre a fragilidade da nossa justiça, que teima em fabricar perigosos criminosos, diante das conivências com o terrorismo implantado pelos que matam, sequestram, assaltam e destroem os sonhos dos verdadeiros cidadãos.
Autor: Adalberto Pereira.