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quinta-feira, 23 de novembro de 2023
MINHA GRATIDÃO
A TODOS AQUELES QUE LEMBRARAM O MEU ANIVERSÁRIO:
MINHA SINCERA E FIEL GRATIDÃO.
Ontem, fui agraciado com um alegre jantar oferecido por minha esposa Cleide, pelos meus filhos Patrícia Joyce, Joycecleide e Wesley e pelo meu genro Leonardo. Obrigado, SENHOR, por eles existirem. Obrigado por todos os meus filhos, netos e bisnetos. Obrigado por todos os meus amigos.
Hoje é, para mim, um dia especial. Minha oração de hoje foi apenas de gratidão ao meu DEUS, por tudo que ele fez por mim ao longo dos meus 82 anos de existência.
Seria eu ingrato, se omitisse o que meus saudosos pais JOSÉ CLAUDINO PEREIRA e EUDÓCIA PESSOA PEREIRA fizeram por mim enquanto vivos estiveram.
Fui, reconheço, sustentado pelas constantes orações da minha mãe que, infelizmente não conheceu um filho diferente, como ela tanto desejou. Suas orações foram atendidas em 1994, oito anos após a sua partida.
Mas eu não poderia jamais, deixar de apresentar também meus agradecimentos sinceros aos que se dispuseram reservar um espaço em suas atividades para enviar-me mensagens de FELIZ ANIVERSÁRIO.
Antonia Cleide Claudino Rodrigues (minha esposa), Conceição Lacerda, Otávio José Leite, Pauliana Almeida, Bethânia Jacó, Filomena Amâncio, Misael Souza Conserva, Danny Bélanger Jalbert, Wilmar Morais, Guaray Martins, Ivaneide Ramos Rodrigues, João da Nóbrega, Elenilda Domingos Macieira (minha perima), Pr. Baltazar Lopes Fernandes, Emília Lira, Marcos José Gadelha, Alany Araújo (neta), Gláucia Rodrigues de Souza, Geraldo Veras, Rivaldo Araújo, Almir Barros Pereira (meu filho – em nome dos demais e dos netos), Maurício Ferreira (concunhado), Ana Luzia Alencar, Pr. Marcos Antônio Ferreira Dias, Manoel Messias Gomes (Marreta), Polyanna Campos Neri, Vanda Rodrigues (cunhada), Rosy Siebra, Orlando José de Castro, Riatoan Noberto, Alessandro Viana, Luiz Carlos Soares, Bruno Macieira (primo), Paulo Nogueira Lima, Valdeni Rodrigues (sogra), Josinaldo Rodrigues Costa, Bartolomeu Dias Castro Júnior, Emília Rodrigues (cunhada), Fredson Paiva, Adylene B. Pereira (filha), Irio Medeiros da Nóbrega, Aldyene B. Pereira (filha), Albaniza Araújo, Nena Norberto, Roberto Gomes. Incluam-se aqueles que me cumprimentaram pessoalmente.
A todos, e de todo o meu coração, registro a alegria de saber que vocês ainda conservam o respeito e a admiração por este amigo que, apesar dos 82 anos de idade, ainda mantém uma memória fértil para lembrar de todos aqueles que ainda não esqueceram de quem não os esquece.
Para todos vocês, o meu desejo de coração é que DEUS continue iluminando os seus caminhos, fortalecendo os seus passos e derramando preciosas bênção sobre o lar de cada um.
OBRIGADO!
(Por Adalberto Pereira)
terça-feira, 21 de novembro de 2023
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
domingo, 19 de novembro de 2023
sábado, 18 de novembro de 2023
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
terça-feira, 14 de novembro de 2023
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
E O IRMÃOZINHO DÁRIO NOS DEIXOU!
UM ADEUS QUE ABALA SENTIMENTOS
Natural de Recife, Pernambuco, Dário de Holanda Cavalcante é fruto de uma família de uma índole invejável. Ele sempre teve em seu pai, Eliezer de Holanda Cavalcante e em sua mãe, Gláucia de Holanda, dois exemplos que foi seguido ao longo dos seus anos de existência.
Nascido no dia 4 de setembro de 1960, Dário contraiu matrimônio com a jovem Márcia Milfont no dia 1º de junho de 2013. Sempre emprestou um amor sincero aos queridos e amados irmãos Zizo e Iaiá.
Foi aluno da Universidade Católica de Pernambuco e prestou importantes serviços na Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.
Meu primeiro contato com o Dário foi ainda no seu glorioso tempo de adolescência, quando ele frequentava a Igreja Batista da Rua Felizardo Leite, em Patos, Paraíba, da qual seus pais eram membros efetivos.
Era o tempo do Pastor Silas Melo e sua esposa, Maria José Melo, D. Zezé, um casal bastante querido, não só pelos membros da Igreja, como também por toda a sociedade patoense.
Dário sempre foi um garoto quieto, atencioso e de uma inteligência notável. Educado e dono de um sorriso rápido, mas sincero. Suas conversas eram pautadas por assuntos importantes.
Os anos passaram. Nosso reencontro foi de forma surpreendente, quando eu jogava no Central do saudoso Francisco de Assis Vieira, popularmente conhecido como "BINDA".
Convidado para treinar aquela equipe e como não poderia fugir da responsabilidade, aceitei o desafio. Afinal, Binda era uma figura tão simples e cativante que dizer “Não” seria um crime.
Ao ser apresentado ao plantel do Central, qual não foi a minha agradável surpresa ao ver entre os atletas o agora jovem Dário Holanda. Foi uma alegria imensa.
Dário era um atleta completo: alto, inteligente, corajoso, de um domínio de bola invejável. Não tinha nada a acrescentar naquele jovem, que só me deu alegria com suas jogadas extraordinárias.
Os anos passaram. Deixei a cidade de Patos para prestar meus serviços jornalísticos na cidade de Petrolina. De lá, fui para Araripina, como gerente da Rádio da Grande Serra.
Minha vinda para Brasília foi algo que me surpreendeu. Aqui, consegui manter contato com meu amigo e irmão Dário Holanda. As conversas eram longas e agradáveis. Ríamos muito lembrando fatos do passado.
No meu aniversário, ele me presenteou com uma camisa do Sport Clube do Recife. Foram três camisas diferentes nos dois aniversários seguintes. Fiquei feliz vendo meu amigo fazendo turismo nos Estados Unidos. Que maravilha! Ele merecia.
Ter Dário Holanda como amigo é um privilégio de poucos. E eu estava entre estes poucos privilegiados. Eu era feliz, sabendo que meu grande amigo estava de bem com a vida e seguindo o caminho da Verdade.
No dia 4 de outubro recebia uma mensagem do irmão Zizo informando que meu amigo Dário havia levado um tombo, lá mesmo no seu ambiente de trabalho, chegando a bater com a cabeça no chão, resultando em duas vértebras quebradas.
Socorrido pelo Corpo de Bombeiros, meu irmão fora levado para o Hospital São José. Começava alí uma série de problemas, mas eu nunca perdi a fé e sempre pedia ao meu Deus que cuidasse do meu irmãozinho querido.
Infelizmente, hoje, dia 11, meu coração foi abalado com a notícia do falecimento do meu amigo e irmão DÁRIO DE HOLANDA CAVALCANTE. Estou arrasado. Estou entristecido. Estou estarrecido. Meu amigo partiu sem que eu lhe desse um abraço caloroso como ele bem merecia.
Conter as lágrimas é um esforço que insisto em tentar. Não dá para acreditar que uma pessoa tão distinta, um cidadão tão íntegro deixe-nos de forma tão drástica. Este meu amigo jamais sairá da minha lembrança.
O lugarzinho que ele conquistou lá num cantinho especial do meu coração, não será ocupado por mais ninguém. O que me consola e conforta é saber que eu disse mais que isso em nossas longas e agradáveis conversas pelo telefone.
Todo o carinho, todo o afeto, todo o respeito e toda a admiração que eu sempre tive pelo amigo e irmão DÁRIO HOLANDA, eu os transfiro para a linda e honrada família enlutada.
UM CORAÇÃO EM PRANTOS.
domingo, 12 de novembro de 2023
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sexta-feira, 27 de outubro de 2023
quinta-feira, 26 de outubro de 2023
O PETELECO DO BENEDITO
A manhã do domingo estava convidativa para o futebol. Isso fez com que os moradores do Sítio Cajarana se reunisse para uma disputa entre os dois times tradicionais do lugar: a Associação Bico Calado Futebol Clube e o Clube Bela Alvorada.
Como só havia os dois times, resolveram fazer um torneio de cinco partidas, sendo quatro seguidas e a quinta, que seria um “tira-teima”, quando tinha que sair um vencedor. Nas quatro primeiras houve empates.
Agora, restava a quinta e última partida. O dia dessa partida decisiva seria um dia especial. Decidiram, então que seria no dia do aniversário de seu Isidoro, um dos fundadores do lugar e pessoa bastante conceituada.
O almoço ficaria por conta de d. Anastácia, conhecida como a melhor cozinheira da região. Ela, por ser bastante famosa na culinária, era convidada para as maiores ocasiões da cidade de Belo Jardim das Orquídeas.
A semana foi bastante movimentada. Todos se empenhavam para que a festa fosse um marco a ser registrado na história do lugar. E, como não poderia ser diferente, um convite especial foi feito ao prefeito que, mesmo sem gostar muito de futebol, mas demagogo como todos os políticos que se prezam, aceitou “in loco” ao convite.
Era chegado o momento tão esperado da grande disputa. O Sítio Cajarana estava muito enfeitado. Era bandeirolas por todos os lados e a entrada do lugar chamava a atenção pelo colorido especial, fruto do cuidadoso trabalho das donzelas locais.
Uma “tribuna de honra” foi preparada para o aniversariante homenageado e para o prefeito e comitiva. Não faltou, é claro, o “solene” e hipócrita discurso do Executivo Municipal. Seu Isidoro, o homenageado, também fez uso da palavra, contando um pouco da história do Sítio Cajarana. Desejou boa sorte aos dois times e ao juiz Cabo Zé, seu afilhado.
Cabo Zé, o escolhido como o mais preparado para apitar a partida, lançou um olhar orgulhoso como quem estivesse chamando a atenção de todos para sua autoridade. Deu um suspiro e, com o longo e estridente apito, deu início à partida. Isso levou os presentes ao delírio.
O jogo foi cheio de emoções e em várias ocasiões arrancavam os aplausos dos presentes. As garotas não conseguiam conter a euforia e não se intimidavam nos momentos de gritarem os nomes dos seus “ídolos”.
Isso provocava os atletas que, ansiosos pela vitória, faziam “das tripas coração”. Vez por outra, a mulher do prefeito dava uma cotovelada nas costelas do marido, para ele se mostrar mais interessado pelo espetáculo.
Tava difícil de sair um gol. Mas tudo mudou quando, já aos 35 minutos do segundo tempo, Zé do Fole, o centro avante do ABC, sentiu-se mal.
Lá de fora, Benedito, um sujeito meio desmantelado, vendo que seu amigo Zé do Fole estava meio tonto, entrou em campo e, sem querer, tropeçou e deu um bicudo na bola, que foi parar no fundo da rede do ABC.
Foi algo inexplicável, que deixou todos sem entender o que estava acontecendo. Um jogador estava passando mal; alguém entrara em campo e, sem querer, chutara a bola; um juiz abria os braços mas ninguém lhe dava a mínima. Que situação!
Indiferentes a tudo, inclusive às gesticulações do árbitro, os torcedores do Clube Bela Alvorada, numa algazarra incomum, misturavam o grito de gol com a frase “É CAMPEÃO… É CAMPEÃO…”
o Juiz Cabo Zé, olhou para o céu e como se estivesse fazendo uma prece a Deus, gritou: - MEU DEUS! SÓ PODIA SER MESMO O BENEDITO!!!
Imediatamente e na tentativa de amenizar a situação, gritou para que todos o ouvissem: - CALMA, GENTE! FOI APENAS UM PETELECO DO BENEDITO! Ele repetiu este apelo pelo menos umas três vezes.
Era tarde demais! Enquanto o massagista Enxadeco retirava o Zé do Fole de campo, o prefeito, na ânsia de sair daquela situação incômoda, puxa o Isidoro pelos braços, levando-o até o meio do campo. Com ele, a primeira-dama e toda a sua comitiva.
Com um sorriso forçado e empunhando o troféu, entrega-o ao jogador Chico de Amadeus, o capitão do Bela Alvorada. Era como se estivesse dizendo: Vamos acabar logo com essa bagunça!
Pra não causar desgosto ao prefeito, todos fingiram estar conformados. Mas, ao contrário, do outro lado um grupo empunhando bandeiras da Associação Bico Calado se embrenhava pelo matagal atrás do Benedito que, sem nada a ver com o jogo, deu o título ao adversário dos seus algozes.
Ah…! Querem saber a causa de tudo? O problema é que Zé do Fole, guloso como ele mesmo, exagerou na cabidela de d. Anastácia e durante a partida foi atingido por uma diarreia que o nocauteou. Daí a entrada surpresa do Benedito em campo que, na pressa de socorrer o amigo e sem querer, deu um bico na bola que….. Bem, o resto todos já sabem!!!
Criado por Adalberto Pereira (27/10/2023)
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
domingo, 22 de outubro de 2023
sábado, 21 de outubro de 2023
NÃO FAÇA O QUE NÃO SABE!
OS SUICIDAS
Foram quase 30 anos de convivência com o mundo do rádio. Durante este resumido tempo de serviços prestados à radiodifusão, fiz o possível e, às vezes, o impossível, para ser agraciado com os elogios de quem reconheceu os meus esforços para fazer o melhor.
Fui repórter, noticiarista, redator, âncora de jornais, revisor de jornais, fiz entrevistas importantes com presidente, ministros, secretários de Estado, autoridades civis, militares e eclesiásticas e fiz inúmeras coberturas jornalísticas. Cheguei a ser gerente de uma emissora de rádio.
Ao longo dos anos, depois de cumprir uma missão não muito fácil mas que ainda é o sonho de muitos, fui agraciado com dois títulos de cidadanias, diplomas, certificados, medalhas, além de algumas homenagens, que enriqueceram o meu currículo como integrante de uma imprensa até então respeitada pelo caráter e pelo profissionalismo dos seus integrantes.
Certa vez, e isso não aconteceu por acaso, fui questionado por um amigo sobre os motivos que me levaram ao sucesso como profissional da imprensa escrita e falada. Fiz ver aquele jovem que eu nunca procurei superar meus colegas, pois sempre reconheci que cada um tem o seu jeito de agir e pensar. Eu sempre procurei superar a mim mesmo.
Expliquei que, superando a si mesmo, a o inteligente profissional descobre seus defeitos e se esforça para não repeti-los. Tentando superar os outros, caso não consiga alcançar os seus objetivos, o resultado é catastrófico, podendo levar o sujeito ao suicídio profissional.
Notei que ele ficou meio confuso. Afinal, para entender tudo isso, faz-se necessário um longo período de reflexão. Então fiz ver a ele que existem vários tipos de suicidas, entre estes: o profissional, o moral e o físico, cada um com sua forma individual de ser visto.
Existem os suicidas físicos conscientes. Um alcoólatra inveterado, por exemplo, sabe que está morrendo aos poucos, sendo possíveis vítimas da cirrose. O mesmo acontece com os fumantes, que se colocam à disposição do câncer.
O suicida físico não se dá ao luxo de ouvir as críticas a ele dirigidas, sejam elas construtivas ou destrutivas. A este só resta uma lúgubre e indesejável sepultura, enfeitada com frases pré-fabricadas.
O suicida moral se distancia a passos largos de uma sociedade exigente, que sempre esperava dele um comportamento exemplar para futuras gerações. Inconsciente, ele “sepulta” no seu inconsciente os sonhos não realizados.
O suicida profissional joga no “abismo” da ociosidade as oportunidades que lhe foram dadas para realizar um trabalho profícuo e admirado por todos. Trabalho este que seria fruto de ações imparciais e respeitáveis. Imparcialidade passou a ser um produto em extinção.
Não foram poucos os que estiveram por muitos anos ocupando o ponto mais alto do “pódio do sucesso”. Receberam prêmios, honrarias e ganharam muito dinheiro, mas a fama lhes subiu à cabeça, afastando-os da humildade. Cometeram assim, o “suicídio profissional” colocando as próprias “cabeças na guilhotina”.
A subserviência declarada é a maneira evidente do início de um suicídio profissional. O profissional subserviente não tem credibilidade e desmerece a confiança até dos próprios patrões. Não passa de uma marionete nas mãos de quem paga mais.
Conheço colegas que não tiveram a humildade de reconhecer que a sua “queda” profissional foi provocada por eles mesmos. A incompetência os levou ao declínio moral. Muitos deles ainda insistem em procurar culpados pelos seus fracassos. São os ingênuos suicidas.
Certa vez meu pai me flagrou tentando montar o seu clarinete. Tentando conter a raiva por ver-me mexendo no instrumento de que ele tinha muito ciúme, ele apenas retrucou: “Se você não sabe nem montar, não se meta a tocar”. Tomou o instrumento das minhas mãos com os “olhos faiscando”.
Foi ali que eu aprendi a não me meter onde não me cabia. Nos palcos dos carnavais, cantando marchinhas famosas, levei milhares de pessoas ao delírio. Nas serestas arranquei grandes aplausos. Hoje, consciente, sei que não serei capaz de repetir essas façanhas. Aquietei-me.
Para DEUS, procuro fazer o melhor, pois Ele é o grande merecedor. Se a minha presença vai criar descontentamento, se os meus atos não vão trazer efeitos positivos, recolho-me e oro pelos que fazem com perfeição. Então, estarei fazendo o que é agradável aos Olhos do SENHOR.
Certa vez, vendo um rapaz tentando tocar violão, um colega disse: “Se você não sabe fazer, limite-se a aplaudir quem sabe. Você estará fazendo o bem a você mesmo”. Foi um “tapa de luvas” de quem sabe criticar com elegância.
Não se entregue ao suicídio moral, físico ou profissional. Coloque a humildade acima de quaisquer desejos de fazer o que não sabe. Assim, reconhecendo as suas limitações, você não será ridicularizado pelos críticos de plantão e não será uma presença inoportuna.
Por Adalberto Pereira.
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
COINCIDÊNCIA E ACASO!!!
EXISTE COINCIDÊNCIA? E ACASO?
Para mim não é incomum ouvir alguém dizer que não existe coincidência. Inclusive isso, dependendo das circunstâncias, já está me deixando irritado.
Em conversa com um amigo, usei o termo: ”é muita coincidência”. Ele olhou para mim, colocou as duas mãos na cintura e gritou: COINCIDÊNCIA NÃO EXISTE, AMIGO! Assustado, quase caí de costas.
Não reagi e resolvi mudar de assunto. Os dias passaram. Certo dia, ele me procurou para pedir-me um alicate emprestado. Aproveitei a ocasião, abri o meu Dicionário e pedi que ele lesse em voz alta e compassadamente o que estava escrito diante da palavra COINCIDÊNCIA.
Sem entender, ou se fazendo de desentendido, pegou o dicionário e meio desconfiado, leu: “É O ATO OU EFEITO DE COINCIDIR; É A REALIZAÇÃO SIMULTÂNEA DE DOIS OU MAIS ACONTECIMENTOS.”
Tomei-lhe o dicionário das mãos e perguntei Como você consegue definir alguma coisa que não existe? E acrescentei COINCIDIR, segundo o mesmo dicionário, é acontecer ao mesmo tempo.
Foi aí que eu disse: Por acaso, você acha que eu escrevi o que você acaba de ler? Mais um momento de pânico por parte dele: Não existe ACASO, CLAUDINO! (era assim que ele me chamava).
Aproveitei o mesmo Dicionário e pedi que ele lesse para mim, também em voz alta e compassadamente o que estava escrito à frente da palavra ACASO, um substantivo masculino de origem latina.
Ele ainda relutou, mas depois de muita insistência minha ele arriscou:
É a potência considerada como a causa de acontecimentos aparentemente fortuitos ou inexplicáveis; é a circunstância de caráter imprevisto ou imprevisível, cujos efeitos podem ser favoráveis ou desfavoráveis a alguém”.
Aproveitando enquanto ele ainda olhava atônito para o dicionário, e para dar mais ênfase, eu acrescentei: E o dicionário ainda apresenta o exemplo: “Foi por puro acaso que me encontrou em casa a esta hora”. Leia aí no final, se tem alguma dúvida!
Ainda meio sem graça e quase gaguejando, ele olhou para mim e apresentou a sua justificativa: Coincidência e Acaso são ações de Deus. Não é algo provocado pelo homem.
Tudo bem! Respondi! Quem sou eu para discordar de uma realidade tão patente? Só que eu não estou questionando a procedência das duas palavras e sim a sua existência - finalizei.
Foi aí que, como exemplo, eu respondi: A salvação não depende do homem, pois é algo que vem pela graça de Deus. Mesmo não procedendo do homem, ela não deixa de existir.
E você, que pensa como o amigo teimoso, tem alguma dúvida a respeito da existência ou não da COINCIDÊNCIA e do ACASO?
A única coisa que te esclareço é que não se define o que não existe. Pelo menos nisso você concorda comigo? Não posso fazer milagres!
Por Adalberto Pereira