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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
AS QUOTAS DA HUMILHAÇÃO
Autor: Adalberto Pereira
Falando a verdade e sem querer bajular esse ou aquele, os "intelectuais" que promoveram a chamada e tão propalada "reforma" no nosso Sistema Educacional, provaram o quanto muitos ainda precisam se preocupar com o bem-estar da educação do nosso país.
Que me desculpem os "sábios" educadores (?) que conseguiram tirar dos professores o seu mais sagrado direito como educador, qual seja a autonomia em sala de aula, mas os senhores merecem mesmo receber um honroso ATESTADO DE BURRICE, pelo ato irresponsável que praticaram. Aliás, isso é de se esperar daqueles que não tiveram o prazer de ver a educação como um fator preponderante na formação intelectual de um povo.
Os resultados, infelizmente, são os piores possíveis. E não adiantam as justificativas de que, hoje, nossos alunos se sentem à vontade para pensar, sugerir, criar, executar e até contestar o que não favorece os seus interesses pessoais. E quando dizemos que os resultados não são positivos, é porque, ao longo dos 28 anos de sala de aula, vivemos um a realidade diferente da que muitos apregoam.
Hoje, tornou-se bastante ínclito uma invenção de outros "ilustres intelectuais": as chamadas QUOTAS nas Universidades, favorecendo os negros, como forma de provar ao mundo inteiro e, principalmente às pessoas de cor que, no Brasil, não existem preconceitos raciais, ou talvez para tentar "indenizar" os negros por uma possível perda dos seus valores como cidadãos. Absurdo ou não, esta é a grande verdade.
Um negro consciente, inteligente e sábio, jamais aceitaria tamanha humilhação. Humilhação, sim, porque as QUOTAS, sejam elas em quaisquer circunstâncias, simbolizam uma incompetência formal daqueles por elas beneficiados.
Explicando melhor: QUANDO ALGUÉM INGRESSA NUMA FACULDADE ATRAVÉS DE CERTOS ARTIFÍCIOS, ESTÁ DEMONSTRANDO QUE NÃO TEVE COMPETÊNCIA PARA DISPUTAR, EM TERMOS DE IGUALDADE, COM OUTROS CONCORRENTES. Para ser bem mais claro, estão chamando os negros de INCOMPETENTES. Daí, pergunta-se: pode existir preconceito maior?
Outro ponto que nos chama a atenção está no fato de um pré-vestibulando, que "queimou as pestanas" varando as madrugadas e fazendo dos livros e das apostilas verdadeiros travesseiros, alcançar uma determinada classificação, mas ser prejudicado por outro que esteve bem abaixo do seu nível e que, por ser negro, tomou-lhe o lugar conquistado com sacrifício e louvor.
Acredito que existam outras maneiras de sermos mais simpáticos aos negros e provarmos ao mundo que, na verdade, não somos preconceituosos. A grande verdade é que existe muita demagogia nisso tudo. As vantagens político-eleitoreiras levam alguns políticos, mesmo contra a sua vontade, ocuparem tribunas para defenderem o que intimamente detestam.
O que me deixa um tanto temeroso é o fato de vermos, num futuro bem próximo, outros tipos de QUOTAS para outros segmentos da nossa sociedade, tudo em detrimento daqueles que não estiverem inclusos no rol desses beneficiários. Mais coerente, respeitoso, honesto e inteligente, seria colocar todos nas mesmas condições de disputa, o que certamente evitaria termos, no futuro, péssimos profissionais (médicos, advogados, engenheiros, professores, etc.).
Acomodar-se diante de favorecimentos que não se adequam aos princípios éticos para o crescimento cultural, não é nada agradável àquele quem tem plenas condições morais e intelectuais para superar os obstáculos e vencer as barreiras que as circunstâncias muitas vezes oferecem.
Infelizmente, os professores, em sua grande maioria, mesmo sentindo na pele as consequências negativas dessas transformações, acovardam-se, cruzam os braços e até aplaudem indiferentes, como se tudo estivesse às mil maravilhas. Se, para reverterem essa situação, eles tivessem a mesma disposição que têm ao reivindicarem, através de movimentos politiqueiros, melhorias salariais, com certeza as coisas seriam bem diferentes. Para melhor, é claro!!!
Finalizo lançando um desafio, do qual só podem participar os corajosos: QUEM DARÁ O PRIMEIRO PASSO? Com certeza, a educação agradece!
Autor: Adalberto Pereira.
OS APRESSADOS
Criação de Adalberto Pereira
Há momentos em que nos vemos dispostos a sairmos da nossa realidade para meditarmos sobre algumas frases criadas por alguém que às vezes nem conhecemos. Esta, por exemplo, despertou minha curiosidade: “A pressa é inimiga da perfeição”.
Bem acomodado na minha cadeira de repouso, deparo-me com situações engraçadas, que me levam a sentar diante do meu instrumento de trabalho e explorar os fatos vividos. E isso acontece quando menos espero. Confesso que as coisas acontecem de forma tão natural, que chegam a surpreender-me.
Em frente à minha casa, o vai e vem diário das pessoas deixa-me diante dos mais diversos comportamentos humanos. É aí que eu “tiro o chapéu” para o criador da frase “Cada cabeça é um mundo”. Não se trata do mundo em que vivemos, mas do mundo de cada um.
Eram mais ou menos 9 horas da manhã. Um rapaz dos seus 21 anos passava apressado, quase correndo. Certamente, pensei comigo mesmo, ele está atrasado para algum compromisso. De repente, ouvi uma voz: - Ei, moço! Espera aí!
Sem dar a mínima para o dono da voz até então desconhecida, o rapaz respondeu que estava com muita pressa e que não tinha tempo para ouvi-lo. A voz que eu ouvira era de um senhor de meia idade, que insistiu: - É que eu quero te pagar pelo serviço que você realizou na minha casa.
Notei que os passos do rapaz foram ficando menos rápidos. Parecia que a pressa não tinha tanta pressa assim. Os passos foram ficando cada vez mais lentos até que o apressado parou e, pelos meus cálculos, a conversa durou uns vinte minutos.
Enquanto eu observava os dois conversando, nascia em mim a certeza de que a pressa depende da necessidade, do momento e do interesse de cada um. Quando o dinheiro entra em cena as coisas mudam de imediato e os compromissos que esperem!
Uma jovem que já passava dos trinta conseguiu a extraordinária façanha de encontrar um rapaz que se interessou por ela. Foi uma verdadeira festa para a família, que recebeu o pretendente com todas as honrarias.
Semanas depois, o pai da moça, durante um almoço promovido para conhecer melhor o “corajoso” jovem, perguntou se ele já havia pensado na data do casamento. Deixava claro que a família tinha pressa em ver a filha casada. Afinal, talvez fosse aquela a única chance da donzela sair do “caritó” (essa é velha, heim!)
O rapaz ficou meio sem graça e deixou claro que ainda não tinha pensado no assunto, pois precisava de tempo para se conhecerem melhor. Ele também fez ver aos pais da namorada que ainda não estava estruturado financeiramente para formar uma família.
Temendo perder aquela chance, a jovem olhou para o pai e com ar de reprovação, rechaçou, enquanto lhe dava uma deliciosa cutucada:
- Calma, papai! O senhor está muito apressado! Vamos com calma (e acariciando o rosto do rapaz…) não é, querido? Vamos dar tempo ao tempo! E completou: a pressa é inimiga da perfeição.
Talvez ela quisesse dizer que a pressa do pai poderia colocar tudo a perder fazendo com que ela deixasse escapar a única chance que Deus estava lhe dando.
Ah, se eu fosse contar os exemplos de fatos envolvendo pessoas apressadas! Confesso que faltaria espaço para os mais engraçados. Isso, sem contar alguns que se transformaram em verdadeiras tragédias. Quem sabe, amigo leitor, você não tenho sido uma das vítimas desses momentos trágicos!