terça-feira, 31 de janeiro de 2023

LIVE SNOOKER | 2023 Championship League Snooker | Group 3 Final Day

LIVE SNOOKER | 2023 Championship League Snooker | Group 4

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O ÚLTIMO ADEUS AO AMIGO QUINCÓ

 


                             MAIS UM AMIGO QUE PARTIU DEIXANDO SAUDADES!

Perdemos mais um amigo. Para mim, precisamos ter um coração forte para resistir o impacto da perde de dois amigos num espaço de apenas dois dias. No dia 24 perdi meu amigo Joaquim Afonso; no dia 26, deixou-me o amigo Joaquim (Quincó).

E como foi difícil aquele momento em que ficamos frente a frente daquele corpo inerte, mas com o mesmo semblante de quem está vivendo num mundo repleto e flores coloridas perfumando o jardim da nossa amizade.

Olhava para o QUINCÓ sem vida e contendo as lágrimas rememorava momentos que ficarão eternamente gravados na nossa ainda fértil memória. Com certeza são momentos que nos ensinaram muitas coisas que ainda desconhecíamos.

Ainda no momento do velório, que começou às oito da manhã, alguns depoimentos não ´passaram por nós despercebidos. Eram pessoas que, voluntariamente, contavam lindas histórias envolvendo nosso saudoso Quincó.

Foi aí que lembrei o  momento da nossa mudança para Brasília. Era o ano de 2001. Ele foi até Araripina para transportar os nossos pertences em um furgão de sua propriedade. Eu precisava estar em Brasília até às 16 horas do dia 21 de janeiro.

Enquanto eu me desesperava, Quincó andava tranquilamente, como se tivesse um mês inteiro para chegarmos. Ele manteve aquela calma nos momentos mais angustiantes, até mesmo quando o furgão perdeu os freios ao descer a serra do Chapéu.

Foram muitas e as mais diversas situações em que nossa paciência pareciam não ter fim, todas elas superadas pela maneira como Quincó administrava os problemas, O seu sorriso calmo como o de uma criança ingênua era algo extraordinário.

Ali, diante do seu corpo inerte, parecia estar ouvindo as interessantes histórias por ele contadas. Eram momentos em que eu gargalhava, enquanto ele apenas esboçava um leve sorriso.

Mas tudo agora era  apenas lembranças. Voltando à realidade senti as lágrimas acariciando o meu rosto. Era uma realidade que eu nunca desejaria viver. Mas estava vivendo. Quincó estava ali. Parecia um sonho mas era tudo verdade.

Durante o trajeto até a sepultura, os meus pensamentos eram os mais diversos e as interrogações se multiplicavam a cada passo: O que passa pela cabeça de d. Geralda agora? Como ela se comportaria ao deitar e sentir a ausência do seu fiel companheiro? Como conseguiria administrar uma vida solitária?

Foram 87 anos de vida marcados pelo trabalho e pela vontade de ver formada uma família pela qual ele se dedicou ao máximo. Conduziu até quando foi possível a sua indústria de premoldados, lá na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal.

Com trabalho e dedicação construiu sua morada sobre uma firme estrutura de concretos, ferros e tijolos, Contemplava a sua conquista com o olhar orgulhoso de quem havia cumprido uma difícil mas vitoriosa missão. Mas o seu amor pelo Gama falou mais alto.

Falar de JOAQUIM (QUINCÓ), é algo que requer tempo, disposição e inspiração. Eu sei que quase consegui, Mas fico feliz em conseguir, mesmo ainda abalado pela emoção, descrever um pouquinho esta figura maravilhosa. A multidão presente ao seu funeral é a descrição maior do quanto ele era e continuará sendo querido e amado.

À d. Geralda, aos filhos, netos e demais familiares, os nossos profundos sentimentos e os desejos de que DEUS esteja sempre do lado de todos vocês neste momento tão angustiante, ajudando-os nesta difícil tarefa de superar este momento,

(Adalberto Pereira e família) 

                                                        -o-o-o-o-o-o-o-o-o-



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domingo, 29 de janeiro de 2023

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

UMA VIDA DE ESPERANÇAS

 

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                                                      UMA HISTÓRIA A SER CONTADA

Hoje, veio-me à memória os  áureos tempos em que nas escolas e nos colégios, professores orgulhosos contavam-nos a história dos heróis que, em defesa da Pátria, empunhavam fuzis, metralhadoras e canhões, avançando contra inimigos perigosos.

Aqueles heróis, intrêmulos e dispostos a colocar suas vida em defesa dos nossos direitos e da nossa democracia, não temiam os perigos que a guerra lhes proporcionava. Ele sabiam que estavam em defesa da própria família.

Mesmo sem entender muito bem os principais objetivos de tudo aquilo, eu alimentava o sonho de um dia vestir o uniforme do glorioso Exército de Caxias. Queria prestar continência aos destemidos coronéis, majores e capitães, comandantes de respeito e verdadeiros defensores da nossa Pátria.

Os anos passaram e o meu desejo de servir ao Exército aumentava cada vez mais. Meu pai, já convencido de que aquele meu desejo era irreversível, passou a ensinar-me os primeiros movimentos cam as armas. Ele usava uma vassoura para ensinar-me apresentar armas, e outros movimentos militares.

Foi ele quem me ensinou os primeiros movimentos do rastejo. fazendo-me passar por baixo das cadeiras e passar alguns momentos escondido debaixo das camas, como se estivesse aguardando a presença do inimigo. Tudo era cansativo, mas me fazia bem. Eu me achava um soldado de verdade.

Campina Grande. Janeiro de 1959. Batalhão de Serviços de Engenharia - BSvE. Lá estava eu recebendo todo o material que usaria ao longo dos doze meses de caserna. Orgulhoso, optei pelo nome de guerra de CLAUDINO e recebi do tenente a informação de meu número de guerra seria o 216. Antes de mim, somente o Aleixo - 215.

Eu sonhava com uma guerra para mostrar o meu patriotismo. Dediquei-me como se estivesse me preparando para um combate. Não contra frágeis inimigos que atacam com o VERBO e se defendem com o SILÊNCIO. Eu queria ser um verdadeiro herói. Queria ser um grande exemplo para meus pais e minha família.

No salão nos reuníamos para, sob o comando do segundo sargento Paulo, entoarmos os hinos Nacional Brasileiro, da Bandeira, do Soldado e do Exército Brasileiro. Entoado ou não, cada um procurava cantar com muito vigor, como se estivesse a caminho de uma batalha.

Éramos soldados comprometidos com a nossa Pátria, prontos a defendê-la contra a presença de inimigos que tentassem atentar contra a nossa DEMOCRACIA, contra a Soberania Nacional.

O sargento Paulo, meu instrutor, não tirava os olhos de mim. Em todos os movimentos eu procurava ser o melhor. No final de uma cansativa "Ordem Unida", ele perguntou-me como eu sabia de tudo, sendo ainda recruta. E eu, orgulhoso e feliz respondi: meu pai me ensinou tudo direitinho. Ele fora um bom exemplo quando serviu no (15 RI) 15º Regimento de Infantaria, em João Pessoa. Passei a ser o  "guia" do meu pelotão.

No manuseio dos revólveres, das metralhadoras, no lançamento de granadas e no uso de outras armas, eu passei a ser destaque. Fui convocado para fazer parte do pelotão de artilharia, como um dos exímios atiradores. Era o que chamam hoje de "atiradores de elite". Tudo aquilo, fruto do sonho de que um dia eu estaria num campo de batalha, enfrentando poderosos inimigos.

Passei a fazer parte de um pelotão especial, para missões que exigiam de nós, coragem, competência e perfeitos reflexos nos momentos de agir. Era a PE - Patrulha Especial. Eu estava avançando muito rápido, até que um dia, o capitão Braga, comandante da Companhia de Comando e Serviços - CCS, convocou-me para reconhecer a minha ousadia.

O tenente Negri, um descendente de italianos, chefe da Fiscalização Administrativa - F. A., onde eu prestava meus serviços diários, tentou remover de mim a ideia de vivenciar uma guerra. Fez relatos assombrosos e chegou a citar o tenente Passos que, mesmo na ativa, guardava sequelas de uma guerra.

Mas a certeza de que devia me preparar cada vez mais, fazia de mim um soldado teimoso, ousado ou, quem sabe, um maluco em busca de condecorações. Olhava para dentro de mim e via um militar em busca da perfeição. Eu queria fazer de tudo um pouco dentro do quartel. Para isso, eu precisava superar a mim mesmo.

Por conta de tudo isso, conquistei a confiança e a admiração do major Maurício. Quando olhava para mim, seus olhos brilhavam de forma diferente. Era um olhar de respeito e um sorriso de quem via em mim um verdadeiro defensor da Pátria.

Orgulhei-me pelo fato de ter um admirador tão forte dentro do quartel. Isso fez com que o  comando do BSvE me convocasse para o engajamento. não poderia haver felicidade maior. Eu queria ficar eternamente vestindo aquele uniforme verde oliva. Minha mãe não deixou e eu deixei o Exército Brasileiro com lágrimas nos olhos.

Hoje, como quem procura uma agulha num paiol, tendo entender como o nosso Exército mudou de forma radical. Pergunto a mim mesmo: onde estão aqueles homens de coragem? Os verdadeiros "cabras machos", que faziam do nosso Exército uma corporação querida e respeitada? Não encontro respostas para estas e outras indagações.

Até parece uma brincadeira de "faz de conta". Militares que enfrentavam adversários perigosos, armados até os dentes e prontos a matar e morrer, agora agem contra aqueles que atacam com o VERBO e se defendem com o SILÊNCIO. São adversários frágeis que, para enfrentá-los nem precisam de cassetetes. São cidadãos impotentes e que não inspiram perigo algum.

Fico até a pensar como estes militares se sentem diante dos familiares e, principalmente dos filhos, que esperam ver em cada um deles um verdadeiro herói que acaba de vencer inimigos perigosos. Heróis ou frágeis combatentes? Como eles se qualificam? Envergonham-se ou se tornam insensíveis?

Como é triste e irritante vermos um grupo de policiais, armados com fuzis e metralhadoras, colocando algemas nos punhos de um cidadão, cuja arma de defesa é apenas a obrigação de ficar calado! Pergunto a mim mesmo: Será que esses policiais se consideram verdadeiros heróis? Ou não passam de aproveitadores da fragilidade dos indefesos?

Ao comentar com um amigo a situação das nossas Forças Armadas ouvi dele a seguinte expressão: "No Exército, na Marinha e na Aeronáutica ainda temos soldados valentes e prontos para agirem com rigidez em defesa da nossa Pátria. O problema está naqueles que os comandam. Estes são fracos e inoperantes."

Parei de pensar! Impulsionado por um incômodo silêncio, cumprimentei aquele amigo, dei meia volta, como fiz muitas vezes no quartel e tomei o meu destino, magoado por não ter nenhuma chance de mostrar o meu patriotismo. 

Em casa, sentado na minha velha cadeira de descanso, voltei a meditar nas palavras daquele amigo. Os pensamentos eram os mais diversos. Foi aí que lembrei de uma frase pronunciada pelo meu ex-sub-comandante major Marcelo: "A hierarquia foi criada para manter a ordem e a disciplina nos quartéis".

Se o tempo mudou o sentido verdadeiro da palavra HIERARQUIA, esta frase tão verdadeira não passe de lembranças de um passado que vale a pena rememorar. E como eu não posso mudar comportamentos, morre aqui, o meu sonho e ontem, sepultado pela realidade de hoje. 

- Por Adalberto Pereira - 


terça-feira, 17 de janeiro de 2023

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domingo, 15 de janeiro de 2023

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

AVENTURA DE ANO NOVO

 

                                                                A PRIMEIRA VIAGEM

Todos nós temos o que chamamos de "a primeira vez".  Eu, por exemplo,  nunca esqueci a minha primeira professora, d. Maroca, lá de Abreu e Lima, Dizem até que a mocinha não esquece o primeiro beijo, assim como não esquece do primeiro sutiã. E se isso é verdade, então não quero esquecer as aventuras da minha primeira viagem no ano de 2023.

E a nossa aventura começa na rodoviária do Gama, de onde saímos ao meio-dia e 38 minutos com destino à Marcolândia, no Piauí. Mas o que eu não esperava era que o motorista da Guanabara nos daria o prazer de conhecer um pouco de Brasília. E tudo começou no Recanto das Emas, onde chegamos por volta das 13 horas e 15 minutos.

De lá, fomos até Samambaia, de onde saímos às 13 horas e 30 minutos. O nosso "turismo" prosseguiu com a nossa ida até Taguatinga, de onde saímos pontualmente às 14 horas. Passei a pensar que não chegaríamos nunca à Rodoviária Interestadual de Brasília para nossa viagem até o nosso destino.

Nossa viagem propriamente dita só aconteceu pontualmente às 15 horas. Ufa!!! Depois deste momento de "turismo", finalmente lá estávamos nós, eu e minha esposa Cleide, seguindo nosso destino rumo ao Piauí. Foi uma viagem para se guardar na memória por muitos anos. Daria até para escrever um romance.

Como acontece em todas as viagens terrestres, ali naquele ônibus ninguém conhecia ninguém. Apenas o motorista que, antes de dar partida ao veículo, se dirigia aos passageiros para sua tradicional apresentação, sem esquecer das devidas, mas necessárias advertências. 

"Bom dia, senhores! Meu nome é fulano de tal e estarei com os senhores até lugar tal. Para nossa segurança, o uso do cinto é obrigatório; é proibido fumar no interior do veículo, inclusive no banheiro; não é permitido o uso de bebida alcoólica. Boa viagem para todos". Eram estas as recomendações de cada motorista.

E começa a viagem que, independente da minha vontade, tinha suas surpresas a serem apresentadas; umas saudáveis, outras nem tanto. Por volta das 3 e 40 minutos chegamos à Sobradinho e às 4 e 20 já estávamos saindo de Planaltina, para dar sequência a uma viagem de 31 horas.

O choro de uma criança nos chamou a atenção. Era um choro de quem não estava bem de saúde (dizem que o choro de uma criança faminta é diferente de uma criança enferma). Mas como eu não sou pediatra e muito menos nutricionista,, limitei-me a me acostumar com aquele incômodo que duraria até nossa chegada a Oeiras. Calculem o tamanho do sofrimento! Estou falando do meu sofrimento e não no da criança.

Isso me fez lembrar quando eu viajava de Araripina, no Pernambuco, para Juazeiro do Norte, no Ceará, na Viação Pernambucana. Ali, havia uma mistura de seres humanos com galinhas, porcos e até bodes, isso sem falar nas poltronas que se o passageiro se encostasse, caía no colo do passageiro de trás. Era um verdadeiro "Deus nos acuda",

Mas a viagem continua até chegarmos à Formosa de Goiás por volta das 5 e 30 da tarde daquela segunda-feira, dia 2 de janeiro. A viagem continuava bem, devido ao conforto que nos oferecia o ônibus da Viação Guanabara e o profissionalismo dos seus motoristas.

Às 7 e 30 na noite fizemos uma parada um pouco mais demorada em Alvorada do Norte: era a hora do jantar. Tudo sob controle, menos os preços exagerados dos alimentos e sua péssima qualidade. Ao longo da viagem os preços dos refrigerantes variavam entre 8 e 9 reais. Um cafezinho (frio e sem gosto) nos custava a bagatela de 4 reais. Água mineral entre 6 e 8 reais uma garrafa normal. E haja estômago para resistir ao desenfreado desafio.

Nossa saída de Alvorada só aconteceu às 8 e 10 da noite. De repente, o choro daquela criança volta a explodir, ferindo os nossos tímpanos. Só Deus mesmo para colocar diante de nós tamanha provação. Era preciso muita paciência e a esperança de que tudo aquilo tivesse limite. Esperança perdida. Mas a viagem não poderia parar só para me satisfazer. Afinal, os pais pagaram o mesmo valor que eu e minha esposa pagamos.

Eram 11 e 15 da noite quando chegamos a uma cidade chamada Roda Velho (não me perguntem o porquê do nome) e saímos por volta das 11 e 20. Muitos já estavam dormindo, inclusive minha esposa, que dorme o tempo todo. Eu não viajo dormindo e nem durmo viajando. Mas ao meu lado um rapaz passageiro da poltrona 14, conseguia jogar baralho com o filho.

Finalmente as monótonas aventuras do dia 2 se encerravam, dando lugar a outros fatos que marcariam o dia seguinte. E assim, chegamos em Luiz Eduardo de onde saímos  por volta da meia-noite e 23 minutos, depois da manutenção do veículo. Nossa chegada à Barreiras girou em torno das 2 horas e 05 minutos. De lá, saímos por volta das 2 e 20 da madrugada.

E lá vamos nós cortando estradas até chegarmos em Formosa do Rio Preto às quatro e meia da manhã. É então que acontece o inesperado: o passageiro da poltrona 14, de joelhos e com a lanterna do celular do filho iluminava o ambiente à procura do seu celular, que havia desaparecido de forma misteriosa. A procura foi longa e foi feita por várias vezes.

De repente, ouve-se um relato meio incômodo, vindo do mesmo passageiro da poltrona 14: ele anunciava que seu celular havia sido roubado. A notícia pegou a todos de surpresa, uma surpresa desagradável. O fato foi comunicado ao motorista que, de imediato comunicou à empresa. E como havia câmeras no interior do ônibus, esperava-se que tudo fosse esclarecido.

Mas, apesar do clima de tensão, a viagem continuou sem nenhum outro fato que viesse tirar a calma dos passageiros. O relógio marcava 6 horas quando chegamos em Correntes. Seguimos viagem e eram 7 horas e 3 minutos quando chegamos na cidade de Gilbués. Mas o passageiro da poltrona 14 não desistia de procurar o seu celular.

Às 9 horas e 27 minutos chegamos a uma cidade chamada Redenção, onde a demora não foi além dos cinco minutos. Em Bom Jesus, chegamos às 10 horas e 22 minutos. Procurei saber do cidadão como acontecera o desaparecimento do celular e ele disse que o seu filho havia adormecido e o celular caiu do seu colo. Segundo ele, isso teria acontecido por volta das duas horas da madrugada do segundo dia de viagem.

Depois disso, seguimos nossa viagem até chegarmos à Cristino Castro. Nesse momento o relógio marcava 11 horas e 02 minutos. Mas o incômodo provocado pelo choro daquela criança continuava "ferindo" os nossos tímpanos, Que coisa insuportável, meu Deus! Mas fazer o quê? Era esperar a chegada ao nosso destino.

A cada minuto que passava, nossa esperança em relação à nossa chegada se renovava. Senti um certo alívio quando o ônibus parou e o motorista anunciou nossa chegada a Cristino Castro. Eram 13 horas  e a  alegria foi imensa quando o motorista anunciou que tínhamos 30 minutos para o almoço.

É lamentável a maneira como as pessoas tratam aqueles que se propõem a ajudá-las. Um hotel que recebe diariamente viajantes de várias partes do nordeste deveria, no mínimo, cuidar melhor dos seus banheiros e estar atento na reposição dos alimentos. Já é demais a péssima qualidade e o alto preço do que nos oferecem.

Mas já que não somos capazes de mudar comportamentos, resta-nos apenas ouvir o motorista anunciar a próxima cidade. E assim chegamos ao Canto do Buriti às 14 horas e 20 minutos. Até aí, nenhuma novidade. Ninguém desceu e ninguém subiu, mas o nosso passageiro da poltrona 14 vez por outra tentava encontrar seu celular. Era a esperança de alcançar um milagre.

Eram 15 horas e 20 minutos quando chegamos a uma cidade chamada Itaueira. E lá vem aquele garotinho quebrar a tranquilidade com um grito de quem estava sendo atacado por uma dor insuportável. Foi aí que cheguei para o motorista e perguntei o tempo que gastaríamos até chegar em Floriano. Ele respondeu que seria em menos de uma hora.

Olhei para o alto e dei graças a Deus por estarmos mais perto de Picos, onde chegaríamos, segundo o motorista, por volta das oito e meia da noite. Usei a matemática e fiquei sabendo que ainda nos restavam pouco mais de três horas.

Dei um cochilo, o que é uma raridade nas minhas viagens, e fui despertado ´pelo "despertadorzinho" lá de trás. E lá vem outra crise do garotinho. Até parecia ser de propósito. O ônibus continuava cortando a rodovia, alisando seus pneus na vasta e escura pista. Foi aí que ouvi o motorista anunciar que estávamos em Floriano, Olhei no relógio e vi que eram 16 horas e 58 minutos (que tal arredondar?)

Ôpa!!! Gritei para mim mesmo! Agora só faltam três horas e meia! Era só ter um pouquinho mais de paciência. Ora, depois de mais de 25 horas de viagem, com roubo de celular, choro de criança e comida de péssima qualidade, o que representava 3 horas e mais ou a menos? Era só uma questão de tolerância.

Quando o relógio marcou 19 horas o ônibuis fazia sua penúltima parada. Ali estávamos nós em Oeiras, a primeira Capital do Piauí. Veio   então o meu grito de ALELUIA!!! A mamãe da criança chorona descia desejando a todos um feliz final de viagem. Eu nunca pronunciei um "muito obrigado" com tanta ênfase! Ali ficaria também o passageiro da poltrona 14, com certeza entristecido por ter que comprar outro celular.

Bem! Agora era chegado o momento de esquecer o que houve de negativo, dar Graças a Deus e esperar que meus cunhados aparecessem para nos levar até Marcolândia. Finalmente chegamos à Rodoviária de Picos. Eram 20 horas e 30 minutos. Um longo e delicioso suspiro de alívio explodiu das minha narinas.

Finalmente, uns vinte minutos depois, um sorriso de felicidade brota dos nossos lábios com a chegada do Cláudio e seu filho Claudio Henrique que nos conduziriam até Marcolândia, onde permaneceremos até o dia 10, uma terça-feira, quando iniciaremos nossa viagem de volta à Brasília.

Mas eu não finalizaria este relato sem registrar a alegria das pessoas que ainda nos esperavam, permanecendo acordadas até às 10 horas da noite. Ali estavam meu sogro, minha sogra, duas cunhadas, meu cunhado Adriano, sua esposa e sua filha. Depois de muitas conversas, um leve lanche e uma deliciosa cama para vencer o cansaço.

Se Deus me der coragem, tentarei fazer um novo relato da viagem de volta. Isto é... se tivermos fatos interessantes. Pelo menos o título já está pronto: O RETORNO.

- Por Adalberto Pereira -