segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O ÚLTIMO ADEUS AO AMIGO QUINCÓ

 


                             MAIS UM AMIGO QUE PARTIU DEIXANDO SAUDADES!

Perdemos mais um amigo. Para mim, precisamos ter um coração forte para resistir o impacto da perde de dois amigos num espaço de apenas dois dias. No dia 24 perdi meu amigo Joaquim Afonso; no dia 26, deixou-me o amigo Joaquim (Quincó).

E como foi difícil aquele momento em que ficamos frente a frente daquele corpo inerte, mas com o mesmo semblante de quem está vivendo num mundo repleto e flores coloridas perfumando o jardim da nossa amizade.

Olhava para o QUINCÓ sem vida e contendo as lágrimas rememorava momentos que ficarão eternamente gravados na nossa ainda fértil memória. Com certeza são momentos que nos ensinaram muitas coisas que ainda desconhecíamos.

Ainda no momento do velório, que começou às oito da manhã, alguns depoimentos não ´passaram por nós despercebidos. Eram pessoas que, voluntariamente, contavam lindas histórias envolvendo nosso saudoso Quincó.

Foi aí que lembrei o  momento da nossa mudança para Brasília. Era o ano de 2001. Ele foi até Araripina para transportar os nossos pertences em um furgão de sua propriedade. Eu precisava estar em Brasília até às 16 horas do dia 21 de janeiro.

Enquanto eu me desesperava, Quincó andava tranquilamente, como se tivesse um mês inteiro para chegarmos. Ele manteve aquela calma nos momentos mais angustiantes, até mesmo quando o furgão perdeu os freios ao descer a serra do Chapéu.

Foram muitas e as mais diversas situações em que nossa paciência pareciam não ter fim, todas elas superadas pela maneira como Quincó administrava os problemas, O seu sorriso calmo como o de uma criança ingênua era algo extraordinário.

Ali, diante do seu corpo inerte, parecia estar ouvindo as interessantes histórias por ele contadas. Eram momentos em que eu gargalhava, enquanto ele apenas esboçava um leve sorriso.

Mas tudo agora era  apenas lembranças. Voltando à realidade senti as lágrimas acariciando o meu rosto. Era uma realidade que eu nunca desejaria viver. Mas estava vivendo. Quincó estava ali. Parecia um sonho mas era tudo verdade.

Durante o trajeto até a sepultura, os meus pensamentos eram os mais diversos e as interrogações se multiplicavam a cada passo: O que passa pela cabeça de d. Geralda agora? Como ela se comportaria ao deitar e sentir a ausência do seu fiel companheiro? Como conseguiria administrar uma vida solitária?

Foram 87 anos de vida marcados pelo trabalho e pela vontade de ver formada uma família pela qual ele se dedicou ao máximo. Conduziu até quando foi possível a sua indústria de premoldados, lá na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal.

Com trabalho e dedicação construiu sua morada sobre uma firme estrutura de concretos, ferros e tijolos, Contemplava a sua conquista com o olhar orgulhoso de quem havia cumprido uma difícil mas vitoriosa missão. Mas o seu amor pelo Gama falou mais alto.

Falar de JOAQUIM (QUINCÓ), é algo que requer tempo, disposição e inspiração. Eu sei que quase consegui, Mas fico feliz em conseguir, mesmo ainda abalado pela emoção, descrever um pouquinho esta figura maravilhosa. A multidão presente ao seu funeral é a descrição maior do quanto ele era e continuará sendo querido e amado.

À d. Geralda, aos filhos, netos e demais familiares, os nossos profundos sentimentos e os desejos de que DEUS esteja sempre do lado de todos vocês neste momento tão angustiante, ajudando-os nesta difícil tarefa de superar este momento,

(Adalberto Pereira e família) 

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