quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PRÊMIO "CONSTRUTORES DO FUTURO"

No dia 4 de dezembro de 2015, em solenidade realizada no Vila Madalena, na cidade de Patos, Estado da Paraíba, fui agraciado com o Prêmio "Construtores do Futuro", numa concorrida promoção da Revista e Jornal Empresarial, um empreendimento jornalístico do casal Pedro Oliveira Alves e Soliandra Alves. Pessoas ilustres que contribuíram com o desenvolvimento sócio, econômico e cultural de Patos foram igualmente premiadas.







COMO ANDA O CRISTIANISMO?

A IGREJA DE DEUS OFUSCADA PELO TEMPO

Hoje resolvi ser mais ousado do que sempre costumo ser. Acioneu a manivela do tempo girando-a à esquerda. Como resultado, passei a viver momentos interessantes. Foi tão gostoso que arrisquei chegar até o ano 2015.

1945 - Tinha eu quatro anos e morava em Abreu e Lima com meus pais José e Eudócia. Naquele TEMPO, quando meus pais começaram a frequentar a Igreja Batista,  conheci o Pastor Severino Azevedo. Eu admirava a maneira como aquele homem conduzia os trabalhos da igreja. Quantas vezes o vi com um lampião na mão e a Bíblia na outra, cortando veredas e matagais até chegar à casa onde seria realizado um culto de evangelismo. Eram 2, 3 e até 4 quilômetros até chegar ao seu destino.

1950 - Cinco anos depois, já morávamos em Campina Grande. Lá, na Igreja Batista, encontramos o Pastor Silas Falcão. Nada havia mudado. Ele sempre acompanhava as suas ovelhas em todos os eventos religiosos. Não conto as vezes em que saíamos para cultos de evangelismo na Liberdade, Palmeiras, Quartel do 40 e outros bairros.
Em todos os trabalhos das senhoras, dos homens, da mocidade e até das crianças, lá estava o Pastor Silas Falcão acompanhando de perto. Sua presença estimulava a todos e todos se sentiam felizes com a companhia do seu pastor. Era grande o número de pessoas nos cultos de oração e nos cultos de evangelismo.

1962 - Agora em Patos, no causticante sertão da Paraíba, tive o prazer de conviver com o Pastor Silas Melo. De 1945 até 1962, já eram passados 17 anos, mas nada havia mudado. A Bíblia continuava sendo a mesma e os pastores continuavam bem próximos de  suas ovelhas. De paletó e pedalando sua bicicleta, quase sem cor de tão velha que era, o Pastor Silas Melo, sempre incansável, visitava as ovelhas moribundas e evangelizava por onde passava. Estava presente em todas as atividades das senhoras, da mocidade e até das crianças. E como tinha gente nos cultos de oração.

Todas as tardes de domingo, a mocidade  tinha a grande responsabilidade de realizar cultos nos bairros, sempre sob a orientação do pastor Silas. Eu e José Robismar éramos responsáveis pela pregação da Palavra. No final, a avaliação pastoral, para preparar-nos cada vez mais naquela árdua missão.

1994 - Agora em Araripina, passei a conviver com o Pastor Marcos José Limeira. Aí vem aquela saudade dos finais dos cultos, quando nos reuníamos na Praça de Dr. Pedro, ao lado da Igreja. A alegria era contagiante. Cantávamos e conversávamos, numa interação maravilhosa.
Quantas vezes nos reuníamos e "invadíamos" (no bom sentido) a casa Pastoral, que ficava a uns 50 metros da Igreja. Era uma mistura da alegria do pastor Marcos e a surpresa de Ivone, sua esposa. Como era legal estar junto ao pastor e sua família! Isso nos deixava cada vez mais familiarizados uns com os outros.

Dá-nos saudades o TEMPO em que os cultos nos lares, sempre realizados na parte externa e com a presença de vizinhos, eram todos dirigidos pelo pastor. Estimulados pela presença do pastor, todos se sentiam felizes e incansáveis para se deslocar até o local do culto. No final, os visitantes abraçavam o pastor como prova de respeito e admiração.

2015 - De 1945 até 2015, já passados 70 anos, os pastores modernizaram a Bíblia Sagrada. Ela já não é a mesma de 70 anos atrás. São muitas as justificativas, que vão da evolução social e tecnológica, até o crescimento das cidades e as necessidades de uma sobrevivência elitizada. Agora é cada um por si e (quem sabe!) Deus por todos!

E para acompanharem o alto poder aquisitivo de algumas  igrejas, muitos se tornam gananciosos e acumulam vários empregos. Os valores registrados nos envelopes dos Dízimos mostram os salários dos contribuintes. Em algumas igrejas, o sorriso dos pastores dependem do valor da contribuição de cada membro. Então, quanto maior o Dízimo, mais bonito o sorriso do pastor!

A responsabilidade da pregação da Palavra deixou de ser uma exclusividade dos pastores e foram lançadas de forma grotesca e impiedosa sobre os "ombros" dos membros. Os pastores já não têm mais tempo. Acomodados em seus confortáveis gabinetes e estimulados pelos altos salários, eles estão preocupados com cursos de  mestrados e doutorados, com igrejas grandes e rentáveis.

O TEMPO passou e podemos encontrar crentes que nem sabem onde mora o seu pastor. Mas isso pouco importa, pois eles também não sabem onde moram suas ovelhas! As residências dos pastores estão a quilômetros das igrejas. É que eles não podem ser incomodados. Deve-se respeitar a privacidade pastoral.

Lá se foi o TEMPO em que o pastor dizia ter sido chamado pelo Espírito Santo para a preciosa e difícil missão de pregar o Evangelho. Os novos TEMPOS trouxe consigo pessoas que, por falta de opção ou por incompetência profissional, optaram pelo seminário. Daí, o grande número de mercenários na direção da Igreja de Cristo.

Mas o TEMPO vai chegar em que todos eles estarão diante do Pastor Maior, a quem deverão dar muitas explicações. Muitos vão até dizer que combateram o bom combate, encararam  outras denominações em nome do Evangelho,  igrejas que, segundo eles,  se desviaram da verdade.  E Jesus dirá: - E foi para isso que eu os escolhi? Para julgar em meu lugar?

Os altos salários pastorais apresentam-se como ídolos tiranos, levando muitas igrejas pequenas a fecharem suas portas. Existem pastores que disputam entre sí, as melhores cidades. E ainda aparecem aqueles que apontam para os membros como os maiores culpados pela falência nos cultos de oração e nos trabalhos de evangelismo.

Agora, lá vem a lembrança de Jesus Cristo e dos discípulos preparados por Ele para pregar o Evangelho a TODA A CRIATURA. Aí eu vasculho a Bíblia para encontrar Jesus dizendo que devemos mudar de acordo com as revoluções sociais, políticas, industriais e tecnológicas e não encontro resposta para esta minha dúvida. É a ganância do século XXI empurrando as igrejas para o fogo eterno.

Os membros são servos do Senhor, que precisam ser conduzidos por uma vida cristã irrepreensível (isso é bíblico). Os pastores são discípulos escolhidos e preparados para pregarem o Evangelho e fazerem novos discípulos (ensinamento bíblico). Hoje, para o exercício de suas funções, muitos deles são ricamente remunerados (isso é fato).

E o que fazer para mudar tudo isso? Mandar os pastores se atualizarem nos estudos bíblicos? Se conscientizarem e confessarem sua culpa ao tentarem mudar as orientações bíblicas? Se afastarem dos ensinamentos dos "grandes" teólogos e se aproximarem mais de Deus? Colocarem a Bíblia Sagrada como prioridade, diante do exagerado  acervo literário? Acho que eles são são bastante crescidinhos para reconhecerem os seus deslizes.

Lembro daquele pastor, que aproveitando a presença de vários crentes, após o culto dominical, olhou para um dos membros e, enquanto apertava sua mão, comentou: - Meu irmão, eu só lhe vejo na igreja nos domingos! Imediatamente o crente respondeu: - É verdade, pastor! Deve ser porque o senhor também só vem aqui nos domingos!!! E como ele ficou sem graça!!!

Não são poucos os exemplos de pastores desonestos  que se comprometem com a igreja, dizendo-se dispostos a darem seu tempo integral, mas falham com o compromisso assumido. Vão para onde querem e não dão a mínima satisfação àqueles que o sustentam no Ministério Pastoral. Muitos chegam a dizer: - sou pastor e não escravo!

INFELIZMENTE, JÁ TOMEI MUITO TEMPO DE VOCÊS E JÁ ESCREVI O BASTANTE PARA REVOLTAR MUITA GENTE! ESTOU PRONTO PARA AS "GUILHOTINADAS"!

Postado por Adalberto Claudino Pereira

A RESPEITO DA SALVAÇÃO

A SALVAÇÃO É PARA TODOS MAS NEM TODOS QUEREM RECEBÊ-LA

A salvação é dada gratuitamente por Deus a todo aquele que aceitar esta dádiva maravilhosa. E em que nos baseamos para dizermos que a salvação é para todos? Primeiramente, levemos em consideração que Deus não criou o homem para o inferno. Ao contrário, Ele o criou para serví-Lo, embora já soubesse que ele o iria desobedecer. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, ou seja, o homem foi criado sem pecado. A curiosidade levou o homem a desobedecer a Deus e, consequentemente, a perder a sua perfeição moral e espiritual.

O Livro dos Gênesis diz que Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Depois, Deus plantou um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado, para cultivá-lo e guardá-lo. Tudo está escrito em Gênesis, capítulo 2, a partir do versículo 4 até o 17. Deus não obrigou o homem a desobedecê-lo. A desobediência foi um ato próprio do homem. E Deus já sabia que isso iria acontecer, mas não interferiu, embora pudesse fazê-lo.

A Bíblia também nos diz que Deus se arrependeu de ter feito o homem na terra e que isso lhe pesou no coração. Arrependido, Deus resolveu fazer desaparecer da face da terra o homem que criou, o animal, os répteis e as aves dos céus. Dos seres viventes, apenas um cidadão chamado Noé, agradara a Deus e, por assim proceder, foi o único salvo do dilúvio, levando consigo sua família (mulher, filhos e noras), num total de oito pessoas.

O OBJETIVO DA VINDA DE JESUS CRISTO

João 3:16 nos mostra com muita clareza e muita propriedade o amor de Deus para com TODOS. Senão vejamos: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que TODO o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Logo, Jesus Cristo foi enviado para salvar o pecador, ou seja, todos aqueles que ESTAVAM mortos em seus delitos e pecados. Dizer que Deus já tem os seus escolhidos para a salvação é colocar em dúvida a verdadeira vontade de Deus.
E qual é a verdadeira vontade de Deus? Em sua primeira Carta a Timóteo, o apóstolo Paulo, ao exortá-lo a suplicar, orar e interceder em favor de todos os homens, diz que "isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Senhor, o qual deseja que TODOS OS HOMENS SEJAM SALVOS e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (I Timóteo 2:1-7). Se Deus já tem os seus escolhidos, qual o verdadeiro objetivo da vinda de Jesus Cristo? Então Ele não veio salvar os perdidos?
Escrevendo a respeito da vinda de Jesus Cristo e o seu significado, o apóstolo Pedro diz: "Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9).

Em sua Carta dirigida aos Romanos, o apóstolo Paulo diz: "Se, com tua boca, confessares Jesus  como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, SERÁS SALVO. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação" (Romanos 10:9 e 10).  Mais na frente, no versículo 13, ele diz: "Porque TODO aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Afirmar que não podemos fazer nada para sermos salvos, pois a salvação é dada Por Deus a quem Ele quer, é o mesmo que dizer que o que lemos anteriormente é uma mera ilusão, ou um esforço desnecessário. Aí pergunta-se: se a salvação vem pela pregação da palavra, por que pregar se Deus já tem os seus preferidos? Incoerência bíblica, ou fantasia teológica? Se não precisamos fazer nada para sermos salvos, por que, então a Palavra de Deus diz que devemos confessar com a boca, crer no coração e seguir a Cristo? (Rom. 10:9 e 10).

Em sua Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo diz: "Ele vos deu vida estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, seguindo as inclinações na nossa carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais" (Efésios 2:1-3).

Nós não nascemos salvos. Todos nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados. A salvação nos foi dada, não pelas nossas obras, mas pela graça de Deus, mediante a nossa fé. Antes, nós estávamos sem Cristo e separados da comunidade de Israel. Éramos, portanto, estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Isso está mostrado em Efésios 2:12 e 13.
Mas o que nos diz o próprio Deus a respeito de tudo isso? Será que Paulo e Pedro se enganaram ou desconheciam a verdade? Bem, agora não vamos mais questionar, pois é o próprio Deus quem vai dizer em sua aparição ao sacerdote Ezequiel, como Ele deveria agir diante dos que se arrependerem. Leiamos Ezequiel 18:21-24.

No Livro de Deuteronômio, Moisés manda que o povo escolha entre o bem e o mal, ou seja, entre a  vida e a morte, sugerindo que seja escolhida a vida. Ele chega a dizer : "... se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juizos, então, viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la". Moisés está dizendo que para chegarmos à Terra Prometida por Deus, sob juramento, temos que escolher entre a vida e a morte, a bênção e a maldição. E isso implica no sacrifício da renúncia. logo, Deus espera que escolhamos a vida. Ele não nos força, mas nos orienta, através da Palavra, a escolhermos o melhor caminho. Na sua onisciência, Ele sabe qual será a nossa escolha e, como um Pai amoroso, um Pai que ama a todos indistintamente (João 3:16), não se alegra quando escolhemos a maldição.

Confundir crueldade com justiça é um erro muito perigoso. E tem muita gente que pensa que por ser justo, Deus usa de crueldade para uns e de benevolência para outros, ou seja, escolhe uns para a salvação e lança  outros no fogo do inferno. Será que Deus não se entristece? Ele se entristeceu no momento em que se arrependeu de ter feito o homem e ao decidir fazê-lo desaparecer da face da terra. Ele mesmo chegou a dizer que não se alegra diante da morte do pecador, mas que espera (Ele é longânimo) que todos se arrependam dos seus pecados e tenham vida.

O "Ide e Pregai" de Jesus Cristo aos seus discípulos, deixa bem claro que o Evangelho da Salvação precisa ser levado aos que ainda não tiveram a felicidade e a alegria de terem seus nomes escritos no Livro da Vida. A Salvação é para todos e não apenas para alguns tidos (doutrinariamente) como privilegiados. Infelizmente, nem todos que ouvem a mensagem de Deus, aceita Jesus Cristo como seu Salvador. Deus insiste, mas não obriga. Ele espera pacientemente que o pecador se arrependa, mas não o obriga a arrepender-se.

Deus enviou Jesus Cristo ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele, conforme nos diz João 3:17. Será que Deus, depois de ter escolhido uns para a salvação, precisou enviar seu Filho para salvá-los outra vez? Se eles já estavam com a salvação garantida e que ninguém a tiraria deles, por que e para que Jesus veio, então? Qual a intenção de Paulo quando disse que A FÉ VEM PELA PREGAÇÃO E A PREGAÇÃO PELA PALAVRA DE CRISTO? (Romanos 10:17).

Existem passagens na Bíblia que Deus não as revelou ao homem. Portanto, não adianta INVENTAR, SUPOR ou CRIAR ensinamentos que venham se transformar em heresias. Melhor será silenciar diante da incapacidade de administrar ensinamentos verdadeiros. A Bíblia não é Livro de suposições e nem foi escrito para servir de "trampolim" para criadores de falsas doutrinas.

Por Adalberto Claudino Pereira.