A salvação é dada gratuitamente por Deus a todo aquele que aceitar esta dádiva maravilhosa. E em que nos baseamos para dizermos que a salvação é para todos? Primeiramente, levemos em consideração que Deus não criou o homem para o inferno. Ao contrário, Ele o criou para serví-Lo, embora já soubesse que ele o iria desobedecer. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, ou seja, o homem foi criado sem pecado. A curiosidade levou o homem a desobedecer a Deus e, consequentemente, a perder a sua perfeição moral e espiritual.
O Livro dos Gênesis diz que Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Depois, Deus plantou um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado, para cultivá-lo e guardá-lo. Tudo está escrito em Gênesis, capítulo 2, a partir do versículo 4 até o 17. Deus não obrigou o homem a desobedecê-lo. A desobediência foi um ato próprio do homem. E Deus já sabia que isso iria acontecer, mas não interferiu, embora pudesse fazê-lo.
A Bíblia também nos diz que Deus se arrependeu de ter feito o homem na terra e que isso lhe pesou no coração. Arrependido, Deus resolveu fazer desaparecer da face da terra o homem que criou, o animal, os répteis e as aves dos céus. Dos seres viventes, apenas um cidadão chamado Noé, agradara a Deus e, por assim proceder, foi o único salvo do dilúvio, levando consigo sua família (mulher, filhos e noras), num total de oito pessoas.
O OBJETIVO DA VINDA DE JESUS CRISTO
João 3:16 nos mostra com muita clareza e muita propriedade o amor de Deus para com TODOS. Senão vejamos: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que TODO o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Logo, Jesus Cristo foi enviado para salvar o pecador, ou seja, todos aqueles que ESTAVAM mortos em seus delitos e pecados. Dizer que Deus já tem os seus escolhidos para a salvação é colocar em dúvida a verdadeira vontade de Deus.
E qual é a verdadeira vontade de Deus? Em sua primeira Carta a Timóteo, o apóstolo Paulo, ao exortá-lo a suplicar, orar e interceder em favor de todos os homens, diz que "isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Senhor, o qual deseja que TODOS OS HOMENS SEJAM SALVOS e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (I Timóteo 2:1-7). Se Deus já tem os seus escolhidos, qual o verdadeiro objetivo da vinda de Jesus Cristo? Então Ele não veio salvar os perdidos?
Escrevendo a respeito da vinda de Jesus Cristo e o seu significado, o apóstolo Pedro diz: "Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9).
Em sua Carta dirigida aos Romanos, o apóstolo Paulo diz: "Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, SERÁS SALVO. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação" (Romanos 10:9 e 10). Mais na frente, no versículo 13, ele diz: "Porque TODO aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Afirmar que não podemos fazer nada para sermos salvos, pois a salvação é dada Por Deus a quem Ele quer, é o mesmo que dizer que o que lemos anteriormente é uma mera ilusão, ou um esforço desnecessário. Aí pergunta-se: se a salvação vem pela pregação da palavra, por que pregar se Deus já tem os seus preferidos? Incoerência bíblica, ou fantasia teológica? Se não precisamos fazer nada para sermos salvos, por que, então a Palavra de Deus diz que devemos confessar com a boca, crer no coração e seguir a Cristo? (Rom. 10:9 e 10).
Em sua Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo diz: "Ele vos deu vida estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, seguindo as inclinações na nossa carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais" (Efésios 2:1-3).
Nós não nascemos salvos. Todos nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados. A salvação nos foi dada, não pelas nossas obras, mas pela graça de Deus, mediante a nossa fé. Antes, nós estávamos sem Cristo e separados da comunidade de Israel. Éramos, portanto, estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Isso está mostrado em Efésios 2:12 e 13.
Mas o que nos diz o próprio Deus a respeito de tudo isso? Será que Paulo e Pedro se enganaram ou desconheciam a verdade? Bem, agora não vamos mais questionar, pois é o próprio Deus quem vai dizer em sua aparição ao sacerdote Ezequiel, como Ele deveria agir diante dos que se arrependerem. Leiamos Ezequiel 18:21-24.
No Livro de Deuteronômio, Moisés manda que o povo escolha entre o bem e o mal, ou seja, entre a vida e a morte, sugerindo que seja escolhida a vida. Ele chega a dizer : "... se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juizos, então, viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la". Moisés está dizendo que para chegarmos à Terra Prometida por Deus, sob juramento, temos que escolher entre a vida e a morte, a bênção e a maldição. E isso implica no sacrifício da renúncia. logo, Deus espera que escolhamos a vida. Ele não nos força, mas nos orienta, através da Palavra, a escolhermos o melhor caminho. Na sua onisciência, Ele sabe qual será a nossa escolha e, como um Pai amoroso, um Pai que ama a todos indistintamente (João 3:16), não se alegra quando escolhemos a maldição.
Confundir crueldade com justiça é um erro muito perigoso. E tem muita gente que pensa que por ser justo, Deus usa de crueldade para uns e de benevolência para outros, ou seja, escolhe uns para a salvação e lança outros no fogo do inferno. Será que Deus não se entristece? Ele se entristeceu no momento em que se arrependeu de ter feito o homem e ao decidir fazê-lo desaparecer da face da terra. Ele mesmo chegou a dizer que não se alegra diante da morte do pecador, mas que espera (Ele é longânimo) que todos se arrependam dos seus pecados e tenham vida.
O "Ide e Pregai" de Jesus Cristo aos seus discípulos, deixa bem claro que o Evangelho da Salvação precisa ser levado aos que ainda não tiveram a felicidade e a alegria de terem seus nomes escritos no Livro da Vida. A Salvação é para todos e não apenas para alguns tidos (doutrinariamente) como privilegiados. Infelizmente, nem todos que ouvem a mensagem de Deus, aceita Jesus Cristo como seu Salvador. Deus insiste, mas não obriga. Ele espera pacientemente que o pecador se arrependa, mas não o obriga a arrepender-se.
Deus enviou Jesus Cristo ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele, conforme nos diz João 3:17. Será que Deus, depois de ter escolhido uns para a salvação, precisou enviar seu Filho para salvá-los outra vez? Se eles já estavam com a salvação garantida e que ninguém a tiraria deles, por que e para que Jesus veio, então? Qual a intenção de Paulo quando disse que A FÉ VEM PELA PREGAÇÃO E A PREGAÇÃO PELA PALAVRA DE CRISTO? (Romanos 10:17).
Existem passagens na Bíblia que Deus não as revelou ao homem. Portanto, não adianta INVENTAR, SUPOR ou CRIAR ensinamentos que venham se transformar em heresias. Melhor será silenciar diante da incapacidade de administrar ensinamentos verdadeiros. A Bíblia não é Livro de suposições e nem foi escrito para servir de "trampolim" para criadores de falsas doutrinas.
Por Adalberto Claudino Pereira.
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